Nenhuma hipótese do que pode ter provocado o incêndio que aconteceu no fim da manhã de ontem na UPL (Usina de Processamento de Lixo) em frente ao lixão, no bairro Dom Antônio Barbosa, em Campo Grande, está descartada. Segundo a perícia da Polícia Civil, que fazia a primeira análise do que pode ter ocasionado o incidente, todas as alternativas estão sendo levantadas e levadas em consideração, inclusive, a possibilidade de o incêndio ser criminoso.
No local, trabalhadores comentaram que alguém disse ter visto uma motoneta Biz prata, próximo a cerca da UPL e logo depois o fogo se iniciou. O local indicado por eles é o mesmo onde pode ter iniciado o incêndio.
Contudo, a presidente da Artmaras (Associação dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis dos Aterros Sanitários de MS), Gilda Macedo, 45 anos, não acredita nesta possibilidade. Ela explica que no meio da confusão e da emoção de todos com o incidente muitos boatos começaram a circular e pontua: aqui todo mundo trabalha ou trabalhou no lixão, isso é boato, não tem isso não.
A polícia também não confirma a versão, mas não descarta nenhuma possibilidade. Dentre as alternativas do que pode ter provocado o incêndio está o fato de muitos fardos de sprays estarem estocados ao sol. “Se você for ali vai observar que tem vários frascos de sprays e aerossóis. Esse material não pode ficar no sol porque explode. Então, esta também é uma possibilidade”, explica a perícia.
Segundo a polícia, o que pode ser confirmado é que o fogo começou perto da cerca que fica ao lado do terreno baldio. A afirmação é feita com base no padrão do fogo. A perícia explica que neste ponto se percebe que iniciou o fogo porque é a região onde está mais queimada. No local, havia fardos de aerossóis e também é o mesmo onde os trabalhadores afirmam ter visto a Biz prata.
Local exato
Entretanto, apesar de a polícia saber onde o fogo deve ter iniciado afirma ser difícil apontar o local exato porque o material já foi todo remexido, para apagar os focos de incêndio. Sabemos que o fogo começou por aqui, mas não dá para dizer, ainda, o local exato. “O material foi todo remexido o que dificulta o trabalho da perícia”, explica. A polícia explica que o material foi revirado pelos bombeiros para que se pudesse apagar o fogo. “Não tem jeito. Tem que remexer para apagar. E vai precisar fazer novamente, porque está saindo fumaça e isso quer dizer que ainda há focos”, revela. A perícia tem 30 dias para concluir o laudo a partir da data de hoje. Nesta primeira fase foi fotografado todo o local do incêndio para se fazer uma análise preliminar. Se necessário, a polícia pode voltar à região para coletar material.
O caso
O fogo que teve início por volta das 11h de ontem (15), na UPL (Usina de Processamento de Lixo), destruiu grande parte do estoque de material reciclável que ficava no galpão fornecido pela Solurb para a cooperativa.
Conforme a presidente da Artmaras, Gilda Macedo, o incêndio acabou com a produção de um mês e parte do estoque da cooperativa e de duas associações que ficam em frente ao lixão. O material seria vendido nesta semana para o pagamento do pessoal.
| Mayara Sá |
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O material fino (cobre e alumínio), que estava sendo guardado para o pagamento das férias e do 13º salário também foi destruído.
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