
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) encontrou um obstáculo importante na tentativa de disputar a presidência do Senado em 2027. A Federação União Progressista, formada pelo PP e pelo União Brasil, anunciou apoio à reeleição de Davi Alcolumbre (União-AP), atual presidente da Casa.
A decisão atinge diretamente o projeto político de Tereza, que já havia manifestado interesse em comandar o Senado e ser a primeira mulher a ocupar a presidência da Casa. Mesmo assim, ela reagiu dizendo que a eleição será decidida apenas em fevereiro e que os novos senadores ainda precisam ser ouvidos.
A situação criou um impasse dentro do próprio campo político da senadora. Enquanto a direção da federação fechou com Alcolumbre, Tereza segue sendo citada como alternativa para setores da direita e do centro que não querem a recondução do atual presidente.
Nos últimos dias, Tereza também passou a ser apontada como uma das vozes de resistência dentro do PP à orientação partidária. Parte da bancada da sigla demonstra preferência por outro nome para o comando do Senado, o que mantém a disputa aberta nos bastidores.
A eleição para a presidência do Senado está marcada para 1º de fevereiro de 2027. Até lá, Tereza Cristina terá de superar não apenas a força de Alcolumbre, mas também a falta de apoio formal da própria federação partidária.
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