
O Gaeco recorreu da sentença que condenou o ex-deputado estadual Neno Razuk a 15 anos de prisão e pediu aumento da pena. A acusação sustenta que a atuação criminosa atribuída ao ex-parlamentar teria sido favorecida pela estrutura e pelos salários recebidos durante o mandato na Assembleia Legislativa.
Neno foi condenado pela 4ª Vara Criminal de Campo Grande por organização criminosa armada, exploração do jogo do bicho e roubos. Na sentença, o juiz destacou que os crimes atribuídos a ele não tinham relação com as funções de deputado estadual.
A defesa também apresentou recurso, mas em sentido contrário: pede a absolvição. O advogado Ricardo Souza Pereira afirmou que considera a condenação “juridicamente insustentável” e classificou como indevido qualquer aumento da pena.
O caso ainda tem outros desdobramentos. Há pedidos de habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça buscando a liberdade de Neno.
O ex-deputado perdeu o mandato em maio de 2026, após decisão eleitoral que levou à recontagem dos votos. Depois disso, perdeu também o foro por prerrogativa de função. Ele foi localizado na Bolívia e preso em agosto, sendo posteriormente levado para Campo Grande.
Neno também aparece em outra frente da Operação Sucessione, que envolve familiares dele, entre eles os irmãos Jorge Razuk Neto e Rafael Godoy Razuk.
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