
A promotora do Ministério Público Estadual, Lenize Martins Lunardi Pedreira, recomendou que a Câmara de Ivinhema suspenda a homologação do Concurso Público nº 01/2026 após denúncias de irregularidades nas provas.
Segundo a promotoria, a comparação entre um caderno oficial e o gabarito mostrou que uma diferenciação gráfica aparecia justamente nas respostas corretas, e não de forma aleatória entre alternativas certas e erradas.
O Ministério Público informou que o primeiro exemplar foi apresentado pela própria banca organizadora. Depois, após nova solicitação, a empresa encaminhou outro caderno da mesma prova, desta vez sem a marcação avermelhada.
“A banca não explicou satisfatoriamente por que dois documentos por ela própria apresentados como correspondentes à mesma prova original possuem características gráficas distintas.”
Candidatos também relataram que envelopes com cartões-resposta teriam sido entregues já abertos e que houve pedidos para registrar a situação em ata.
A promotora determinou uma auditoria administrativa para identificar a origem das diferenças gráficas, verificar a cadeia de custódia das provas e apurar se houve alterações em cadernos de outros cargos.
A Câmara também deverá revisar a avaliação dos títulos e explicar, de forma individualizada, os critérios usados para considerar determinados cursos compatíveis com os cargos e rejeitar outros.
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