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Operação Colludium do Gaeco desmonta quadrilha em MS e mais 3 estados

15/01/2014 às 14h30
Por: Redacao Fonte: Dourados Agora
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Operação Colludium desencadeada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público prendeu cinco empresários do ramo de fabricação de embalagens plásticas em quatro cidades do interior do Estado de São Paulo.

O objetivo da operação era desbaratar uma organização que estaria fraudando licitações e superfaturando preços em São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Paraná.

Eles são acusados de fraudar licitações, formação de quadrilha, formação de cartel e corrupção. Entre os presos estão um ex-prefeito e um advogado. As identidades deles não foram divulgadas pelo Ministério Público.

Nove promotores do Gaeco, com o apoio de cerca de 100 policiais civis e militares, cumpriram 7 mandados de prisão e 27 mandados de busca e apreensão nas cidades de Bauru, São Paulo, Jaú, Marília, Lucélia, Indaiatuba, Carapicuíba, Taboão da Serra e Oscar Bressane. Computadores e mídias foram apreendidos, além de uma motocicleta que estava com o chassi raspado.

Em Bauru o proprietário de uma empresa de sacos plásticos foi preso em casa, por volta das 6h. No local foram apreendidos computadores e documentos. Simultaneamente, outra equipe esteve na empresa dele, que fica na Vila Engler, onde foram apreendidos documentos relacionados a licitações e pagamentos de fornecedores. No início da tarde os empresários presos ainda prestavam depoimento aos promotores na sede do Gaeco em Bauru.

Duas pessoas foram presas em Jaú, uma em Marília outra em Lucélia.

Segundo o Gaeco, o grupo investigado mantinha dominância do mercado “comprando” a desistência de participantes da licitação, revezando-se nas “vitórias” e superfaturando os valores de produtos. Os empresários contavam ainda com a ajuda de funcionários dos órgãos envolvidos, com ou sem pagamento de propina. Com a ajuda de funcionários públicos, também elaboravam editais direcionados.

A estimativa do Ministério Público é que o grupo tenha recebido R$ 100 milhões nos últimos dois anos em propinas de prefeituras, do Estado, de hospitais e outras entidades públicas. Segundo o MP, entre as fraudes investigadas estão vendas superfaturadas de produtos hospitalares para o município de São Manuel, no interior de São Paulo, bem como a participação de funcionários da prefeitura de Bauru e da Emdurb (Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru) para beneficiar o grupo e auxiliar nas fraudes.

As investigações, que duraram cerca de dez meses, devem continuar com o objetivo de identificar outros envolvidos com o esquema fraudulento.

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