
Mulheres do Estabelecimento Penal Semiaberto de Dourados, que cumprem a pena em regime fechado, participaram de um curso de artesanato e vêm surpreendendo com os artigos que inclusive já tem até encomenda. São arranjos e outras peças que servem como excelentes opções para presentear neste natal. O trabalho vem como uma forma de ressocialização e fazer os produtos servem para elevar a autoestima das detentas.
A palavra ociosidade não cabe no Semiaberto feminino de Dourados. As detentas encontraram no artesanato uma forma de sair do ostracismo da prisão, de se libertar sentir o prazer de ser útil. O resultado está nos arranjos florais em E.V.A que enfeitam a vida delas e de quem adquirir as peças.
Nilva, de 41 anos, estava no presídio feminino de Jateí onde, sem ter muito o que fazer, acabou entrando em depressão. No semiaberto de Dourados a vida de Nilva teve um salto importantíssimo e depressão nunca mais. “Eu estava muito depressiva, não tinha mais vontade de viver, aqui estou descobrindo com neste trabalho que a vida tem mais valor, gosto quando termino o material e vejo o resultado que saiu de minhas mãos, me sinto útil e hoje me sinto feliz, devo continuar com esta atividade assim que sair da prisão, na realidade me encontrei ocupando o meu espaço fazendo o que eu gosto, eu sinto prazer nisso”.
Uma jovem de 24 anos, quando chegou no Estabelecimento Penal Semiaberto nem imaginava que um dia seria capaz de fazer peças que chamassem tanto a atenção. A beleza das peças significa a realização da intimo da jovem.
“Eu nunca imaginava que seria capaz de fazer o que estou fazendo agora, inclusive antes de iniciar o curso eu ao ler a apostila eu achei tudo complicado e disse para mim mesma, nunca serei capaz de fazer isso, hoje me sinto realizada a cada peça que eu faço, a cada peça que eu termino, aprendi que posso, que sou capaz, tem muita gente também me deu muita força tanto aqui dentro como a minha família lá fora”.
A diretora da instituição Luzia Ferreira, sente orgulho das detentas. Ela é sempre uma grande incentivadora do trabalho que rompe as barreiras das grades de uma prisão. “O objetivo era justamente esse, fazer com que estas meninas se descobrissem, despertassem o potencial que elas carregam consigo, elas chegam muito desacreditadas e através deste trabalho elas acabam descobrindo que tem como virar uma página triste porque que podem muito mais que elas imaginam”.
Uma Exposição das peças está prevista para acontecer na próxima sexta-feira dia 13 no Estabelecimento Penal Semi-aberto de Dourados – Rua Ciro Mello, 3.418. A entrada ao público interessado foi liberada pelo Juízo das Execuções Penais de Dourados. As peças custam em torno de R$ 25,00.
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