“Querido Papai Noel, fui obediente este ano e gostaria de te pedir um presente...” Esta é a principal frase das 1596 cartas cadastradas no projeto Papai Noel dos Correios de Dourados. Destas apenas 21 ainda não foram adotadas por um padrinho, que tem somente até sábado (7) para escolher uma cartinha e até o dia 14 para levar os presentes.
Segundo a coordenadora do projeto na região de Dourados, Silvana Antoniassi Viana, foram escolhidas três escolas da cidade para participar do projeto, “recebemos 1451 cartas de escolas e 145 cartas da sociedade em geral, nas escolas também há trabalhos de como endereçar um envelope e, como fazer a redação”.

Apesar de quase todas as cartas já terem sido adotadas a campanha é para que as pessoas doem também presentem avulsos, “pois às vezes chegamos a casas com várias crianças e apenas uma escreveu a carta, então se temos presentes reservas podemos dar e há também os casos de crianças que possam ter faltado na escola no dia de levar a carta”.
O foco da campanha são brinquedos, com isso os eletrônicos como tablet, computador e celular não entram na lista no bom velhinho. “Os presentes mais pedidos são carrinhos de controle remoto, bonecas Barbie, bonecas bebê, bonecas com carrinho, bolas de futebol, material escolar, cesta de chocolate, cesta de natal. E os pedidos mais difíceis de serem atendidos são os das bicicletas”, disse a coordenadora.

Há mais de 10 anos o Correios de Dourados trabalha com essa campanha e hoje já tem um sistema padronizado em todo o Brasil. Os funcionários responsáveis leem todas as cartas cadastradas e algumas delas acabam emocionando, “teve uma criança que antes de pedir o brinquedo, quis pedir para o Papai Noel e para a Mamãe Noel uma oração para a mãe dela pudesse ganhar a casa - a gente entendeu que provavelmente a mãe dela esteja na lista daquelas pessoas que vão ganhar as casas populares -, então ela pediu a oração primeiro para depois lá embaixo pedir o brinquedinho. Tem muitas crianças que relatam as mazelas da casa dela, pai e mãe que estão se separando, ou que mora só com pai e não vê a mãe faz tantos anos, ou que mora com a mãe e o pai está preso, ou que o pai que abandonou. Então tem estes tipos de cartas que independente do pedido que faça toca mais a gente”, lembrou Silvana.
A professora, Luciana Biazotto Alves, decidiu apadrinhar uma menina “eu me comovi desde o ano passado, que também ajudei, então eu e meu marido resolvemos adotar uma cartinha este ano para fazer o natal de uma criança mais feliz. Nós não podemos muito, mas vamos ajudar um pouquinho quem pode menos”.
Os presentes já estão sendo entregues por encomenda normal, mas este ano o Papai Noel também irá até duas escolas realizar as entregas.

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