A mobilização que envolve a PF (Polícia Federal), PRF (Polícia Rodoviária Federal), e também servidores da Receita Estadual e Federal reuniu cerca de 50 servidores durante a manhã de hoje (27) em Dourados, em ação que acontece até o fim do dia.
Os agentes e fiscais se concentraram no posto de fiscalização da PRF, localizado na BR-163, e fizeram uma panfletagem que causou certo congestionamento, mas que teve apoio dos motoristas que passaram pelo local e receberam informações sobre a mobilização batizada de ‘Fronteira Protegida’.
O agricultor Cícero Bastos Filho, 41, disse concordar com o movimento e, principalmente, com as reivindicações por uma melhor estrutura. “Eu concordo e acredito que quanto mais esses policiais forem estimulados a fazer um bom trabalho, e tiverem estrutura para isso, melhor para todos, independente de ser da região de fronteira ou não”, avaliou Filho.
Para a representante de construtora Eliana Pereira, 32, qualquer movimento que tenha uma mobilização por mais segurança é positivo e merece apoio. “Eu acredito que é bom isso que eles estão fazendo, porque se ninguém reclama, nada muda, então acho bastante válido”.
O detetive da Abraip (Associação Brasileira de Investigadores Particulares), Givaldo Ferreira Santos, 57, que também passava pelo local e enfrentou a lentidão decorrente da mobilização, disse apoiar o movimento dos policiais. “É fato que precisamos de muito mais policiais na região de fronteira, e fora dela também, além de investimentos. A polícia quer trabalhar, mas não tem condições, e isso precisa mudar”.
A mobilização
Como noticiado em matéria publicada ontem (27) no Dourados News, a ação nacional de policiais e servidores da Receita que trabalham na região de fronteira é por melhores condições de trabalho e, principalmente, a implantação efetiva da Lei nº 12.855/2013, que institui a indenização de fronteira aos servidores desses órgãos como forma de incentivo para que permaneçam trabalhando nessas áreas.
Representante do Sinpef-MS (Sindicato dos Policiais Federais de Mato Grosso do Sul), o policial Carlos Silva disse à reportagem que os problemas causados pela falta de um Decreto que implemente efetivamente a Lei é a barreira, e que a estrutura hoje é crítica.
“Falta efetivo, falta material, falta viatura, e a situação é realmente crítica. A efetivação da Lei, para incentivar o trabalho de policiais na fronteira, para que eles permaneçam aqui e não peçam transferência, que é o que acontece, é um primeiro passo. Ainda temos muito o que avançar, mas é um começo fundamental”.
Representante do SinPRF-MS (Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais de Mato Grosso do Sul), o policial Paulo Molina fez coro com o colega. “É preciso mudar a situação que existe hoje para melhor, tanto na valorização do profissional, quanto nas condições estruturais, para que o trabalho da polícia seja otimizado”.
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