Novos ataques ofuscaram hoje o clima de "volta à normalidade" percebido em Santa Catarina no fim de semana, quando o reforço policial prendeu 25 supostos mentores dos atentados e transferiu 40 criminosos do Estado a presídios federais.
Os ataques criminosos da última noite elevaram para 111 o total de ocorrências, em 36 cidades, desde o dia 30 de janeiro.
A mais grave foi registrada à 0h de hoje em Rio Negrinho (235 km de Florianópolis), onde três homens invadiram a garagem de uma empresa de turismo e queimaram três ônibus.
O circuito de câmeras gravou a chegada dos criminosos, mas eles não foram reconhecidos porque usavam "vestes longas" e estavam "com os rostos cobertos", segundo o boletim de ocorrência.
O dono da empresa disse à polícia que o incêndio deve ter sido provocado por curto-circuito -os outros 40 ônibus atacados desde o início da onda de violência foram incendiados com álcool ou gasolina.
Pouco depois, à 1h35, foi queimado o carro de um morador de Joinville (170 km de Florianópolis). O veículo estava na garagem.
No domingo (17), às 22h15, uma base da Polícia Militar em Água Doce (397 km de Florianópolis) foi atingida a tiros. Havia um policial no local. Não houve feridos.
Minutos depois, às 22h59, uma caminhonete foi incendiada em Palhoça, na Grande Florianópolis. O veículo estava parado na rua, segundo a PM. Ninguém foi preso, como em todas as ocorrências da noite.
O comandante da PM em Santa Catarina, Nazareno Marcineiro, disse que a tendência é que os ataques diminuam com as ações do fim de semana e as operações em andamento.
Ele está coordenando as tropas da Força Nacional de Segurança, que chegaram ao Estado na sexta-feira e agora trabalham em barreiras nas divisas catarinenses e dentro das penitenciárias.
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