Nesta terça-feira, dia 10 de setembro, estavam agendadas duas audiências de instrução e julgamento em desfavor de um ex-presidente da Associação de Patrulheiros Mirins de Dourados que administrou a instituição entre 2004 a 2009. Uma acusação é por improbidade administrativa no possível desvio de R$ 37 mil de um convênio firmado pela entidade com a Prefeitura de Dourados entre 2006 e 2007, e outra pelo extravio de um microônibus cedido em 2008 pela Justiça Federal através do magistrado Odilon Oliveira.
Com a ausência do réu, foram suspensas as oitivas (crime de improbidade administrativa) que seriam realizadas na sala de audiências da 2ª Vara Civil do Fórum de Dourados, o juiz titular havia autorizado a intimação de três ex-patrulheiros que atuariam como testemunha, além de uma ex-secretária de Assistência Social de Dourados.
O advogado de defesa do ex-presidente protocolou uma nova petição solicitando a inquirição de uma nova testemunha, o julgamento ainda não tem data para ocorrer. A segunda audiência (apropriação indébita de ônibus) deveria ocorrer na Justiça Federal de Dourados, mas em função da ausência do réu e da sobrecarga de processos na 2ª Vara Federal Criminal, o juiz Ricardo Damasceno adiou o evento para o dia 28 de janeiro de 2014, na ocasião foram arroladas como testemunhas de acusação um professor ex-secretário da Patrulha Mirim, um ex-vice-presidente e um produtor rural.
A sentença dos dois processos (criminal e civil) sairão ainda em 2014, se condenado pela possível prática das irregularidades, o ex-presidente que atualmente reside em Brasília onde trabalha como servidor da Federação das Indústrias da Capital Federal (Serviço Nacional de Aprendizagem Indústrial- Senai) poderá ter que devolver os recursos aos cofres públicos, receber multa e perder seus direitos políticos por oito anos.
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