
O conflito que há anos envolve produtores rurais e comunidades indígenas na região da Perimetral Norte, em Dourados, pode ganhar um novo caminho nas próximas semanas.
Durante audiência de conciliação realizada nesta quarta-feira (21), no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF), foi sinalizada a possibilidade de separar o caso de Dourados das demais disputas fundiárias analisadas no mesmo processo.
A ideia é permitir que a negociação avance de forma mais rápida. Uma das propostas em discussão prevê que a União compre as propriedades rurais ocupadas, com pagamento aos donos das áreas, enquanto as comunidades indígenas permaneceriam nos locais reivindicados como territórios tradicionais.
Segundo o advogado João Waimer Moreira Filho, que acompanha o caso, Dourados estaria em uma situação mais avançada em relação à documentação e às informações apresentadas. Por isso, o município poderia seguir com uma negociação própria, sem depender do andamento dos casos de Caarapó e Amambai.
Uma nova audiência deve ser marcada nos próximos 15 dias. Ainda não existe acordo fechado, definição de valores ou cronograma para eventual pagamento das propriedades.
Se a negociação avançar, poderá representar um passo importante para tentar encerrar um conflito antigo, marcado por ocupações, disputas judiciais, tensão no campo e episódios de violência na região.
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