A Justiça de Mato Grosso do Sul recebeu a denúncia contra cinco pessoas apontadas como envolvidas no assassinato de Vitor Orsini, de 19 anos, morto no dia 7 de agosto em uma loja de veículos na Avenida Hayel Bon Faker, em Dourados.
Com a decisão, os acusados passam a responder formalmente à ação penal. O processo poderá seguir para julgamento pelo Tribunal do Júri, dependendo das próximas etapas judiciais.
A denúncia apresentada pelo Ministério Público atribui ao grupo homicídio qualificado e outros crimes relacionados ao caso, entre eles associação criminosa, corrupção de menores e posse ilegal de arma.
As investigações apontam que Vitor não seria o alvo inicial da execução. O jovem teria sido confundido com outra pessoa e acabou morto dentro da garagem de veículos onde trabalhava.
Claudio Henrique de Arruda, apontado como mandante, Denis Barbosa de Melo, acusado de efetuar os disparos, e Alexsander Gonçalves Borges, apontado como piloto da motocicleta usada no crime, permanecem presos na Penitenciária Estadual de Dourados.
Marcos Antônio Olmedo Vera e Jeferson Lopes, que segundo a acusação teriam participado do planejamento e da logística, continuam foragidos.
Além de receber a denúncia, a Justiça autorizou novas diligências pedidas pelo Ministério Público. Entre elas estão a identificação de uma transferência via Pix ligada ao caso, a conclusão de análises de celulares e dados de geolocalização e a oitiva de motoristas de aplicativo que teriam atendido integrantes do grupo.
Também foi determinada a realização de exames balísticos e a elaboração de um levantamento detalhado da dinâmica do ataque, incluindo a movimentação do autor dos disparos e a posição das testemunhas.
Segundo a investigação, o crime teria sido planejado para atingir um homem relacionado a uma dívida de aproximadamente R$ 300 mil. Os executores teriam sido contratados por R$ 25 mil, mas acabaram atingindo Vitor por engano.
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