
Um atraso de poucos minutos teria mudado o rumo do crime que terminou com a morte de Vítor Orsini, de 19 anos, no dia 7 de agosto, em Dourados.
Segundo a Polícia Civil, o verdadeiro alvo da execução tinha um encontro marcado para as 14h na garagem da família de Vítor, na Avenida Hayel Bon Faker. A negociação de um veículo teria sido usada como isca para atrair o homem até o local.
O homem, porém, estava fazendo compras com a esposa e acabou se atrasando. Quando seguia para a garagem, soube que Vítor havia sido assassinado e decidiu não ir até o endereço.
A investigação aponta que os executores não conheciam pessoalmente o verdadeiro alvo e haviam visto apenas uma fotografia. No momento da ação, Vítor teria sido confundido com a pessoa que deveria ser morta.
Após o crime, os contratantes teriam informado aos executores que a pessoa errada havia sido assassinada e determinado que eles retornassem a Dourados para concluir a execução contra o verdadeiro alvo.
A Polícia Civil também apura uma dívida de aproximadamente R$ 300 mil como possível motivação para o plano de execução. A origem exata do débito ainda não foi esclarecida.
O caso está na fase final de investigação, mas novas diligências e perícias ainda estão em andamento.
