
O ponto que já foi o mais cobiçado entre os taxistas de Campo Grande continua gerando polêmica. No aeroporto, quando chegam os voos, há uma verdadeira correria com táxis que invadem a pista na saída do terminal e disputam os passageiros, literalmente, no tapa. Vários casos de agressão já acabaram na polícia.
Com a situação, os profissionais que trabalham no local estão pedindo ajuda. Os 38 taxistas credenciados para trabalhar no Aeroporto de Campo Grande não podem ter rádio nos carros por determinação da Infraero, e usam o fato como argumento para reclamar da invasão dos concorrentes de outros pontos.
“Os voos chegam todos juntos, e se colocasse cem carros de táxi ia faltar do mesmo jeito. Essa não é uma justificativa correta para que outros taxistas venham buscar corrida no nosso ponto. O interesse deles aqui é o embarque fácil que acontece por falta de fiscalização da Agetran”, conta a permissionária Naná Espíndola, que passou a trabalhar no Aeroporto após a liberação das novas credenciais.
Para trabalhar no Aeroporto os taxistas são obrigados a seguir regras da Infraero que cobra uma taxa mensal de R$ 156,00, além de pagarem as mensalidades do sindicato da categoria e a anuidade da credencial na Agetran.
Com a concorrência, eles reclamam da postura da Agetran. “Essa atual gestão da Prefeitura não olha para o taxista e tem agido com indiferença nos problemas que acontecem no ponto do Aeroporto. Vem gente de outros pontos e estacionam na faixa amarela do outro lado da entrada, onde ficam a espera dos horários de desembarque. Existem placas que impedem a parada ali, mas nada é feito porque a Agetran não liga", diz a taxista Ligia Robert.
Outra reclamação é das mulheres que trabalham no local. "Há descaso da Infraero com as mulheres da categoria. Não existe nem um banheiro feminino para as motoristas de táxi", conta.
Além dos problemas de disputa por passageiros os permissionários e auxiliares do serviço de táxi do Aeroporto de Campo Grande reclamam que a suspensão dos vôos noturnos no terminal irá ser impactante na renda de 70 famílias. As duas situações conforme o taxista Elcio Reis diminuiu em até 40% a renda de quem atua no ponto. “Às vezes chego a ficar quatro horas sem uma corrida por ter que esperar os passageiros”, explica o auxiliar de táxi.
Órgão Fiscalizador
A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) diz através de sua Diretoria que estuda com a Infraero uma solução para ponto de táxi do Aeroporto da Capital. Conforme o órgão três situações são cogitadas e o foco principal é uma melhor qualidade para o usuário. A transformação do local em área livre é uma das alternativas, porém com o risco de não ter o serviço em horários sem voos a hipótese possui poucas chances de acontecer.
“A questão principal do problema é a organização do espaço onde é feito o embarque dos passageiros nos taxi. Já falamos disso com a Infraero e a empresa planeja uma reforma onde o ponto tenha uma melhor acomodação. Fica difícil impedir que outros carros do serviço venham até o Aeroporto, pois isso pode ser solicitado pelo próprio usuário. É possível que mais credenciais sejam liberadas ao Aeroporto e também a abertura de uma linha executiva de ônibus para o transporte até o centro da cidade”, esclarece o Diretor de Transportes da Agetran, Lúcio Maciel.
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