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Ex-prefeito alvo do Gaeco é cobrado na Justiça para devolver R$ 179 mil aos cofres públicos de Fátima do Sul

Júnior Vasconcelos responde a uma ação de ressarcimento aos cofres públicos movida pelo MP

Redação
Por: Redação Fonte: Fátima em Dia
08/07/2026 às 18h43 Atualizada em 08/07/2026 às 19h43
Ex-prefeito alvo do Gaeco é cobrado na Justiça para devolver R$ 179 mil aos cofres públicos de Fátima do Sul
Ex-prefeito de Fátima do Sul Júnior Vasconcelos. (Reprodução, Redes Sociais)

Um dos alvos da Operação Gutenberg, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), o ex-prefeito de Fátima do Sul Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior, conhecido como Júnior Vasconcelos, responde a uma ação movida pelo MP (Ministério Público) para devolver R$ 179.354,60 aos cofres públicos municipais da cidade. O processo segue para sentença.

A denúncia do MP aponta possível superfaturamento em licitação para pintura em praça e parque em Fátima do Sul, em 2016.

Conforme o MP, contrato no valor de R$ 51.993,20 foi firmado com uma empresa, mas o serviço teria custado somente cerca de R$ 11.265,00 entre mão de obra e tintas.

Então, o MP requer o ressarcimento aos cofrers públicos do valor corrigido monetariamente, que está calculado em R$ 179.354,60, atualmente.

A defesa do ex-prefeito alega que a ação foi proposta apenas em 2023, anos após os fatos, e pede a prescrição. No mérito, nega haver irregularidades, afirmando que a área era grande e necessitou de uma equipe maior para realizar os serviços.

Agora o caso aguarda sentença do juiz Mario Cesar Mansano, da 2ª Vara de Fátima do Sul.

Desvio de R$ 27 milhões

A Operação Gutenberg, deflagrada pelo Gaeco nesta terça-feira (7), prendeu 16 pessoas e cumpriu 43 mandados de busca e apreensão nas cidades de Campo Grande, Dourados, São Gabriel do Oeste, Caarapó, Corguinho, Porto Murtinho, São Paulo (SP) e Abadiânia (GO).

Um dos alvos é o ex-prefeito Júnior Vasconcelos, que também é escrivão de Polícia Civil e atua como assessor parlamentar na Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul).

O grupo criminoso usava a central de regulação do Estado para usar a liberação de procedimentos médicos como ‘moeda de troca’ para gestores comprarem livros de empresas do grupo.

O Gaeco revela que foram mais de R$ 27 milhões em recursos públicos desviados no esquema.

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