
O incêndio, que destruiu mil metros quadrados das 17 hectares do Parque Ecológico Anhaduí na tarde de ontem (19), revolta moradores do bairro Guanandi II e gestores da reserva ecológica.
Segundo relato dos vizinhos da área, as chamas começaram por volta das 15h30 depois que um morador colocou fogo em galhos de uma poda de árvore. Os moradores e funcionários da Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano) ajudaram no combate das chamas.
“Quando começou o fogo a gente correu e encheu baldes com água para ajudar apagar. Foi muito complicado porque o Corpo de Bombeiro não veio e nós víamos os bichos correndo do fogo para a rua”, explica a professora Ecilda de Souza de 48 anos.
Por conta das chamas que atingiram mais de cinco metros de altura, fios de energia foram atingidos e a sede do parque está sem energia e telefone desde ontem. Equipes de uma empresa terceirizado da Prefeitura foram até o local na manhã desta terça-feira e trabalham na troca dos fios de energia.
Para o morador do bairro que trabalha como vigilante, Gilberto Vilalba, 36 anos, as queimadas poderiam ser evitaras se o espaço fosse melhor aproveitado. “Aqui era necessário ciclovias e academias ao ar livre como foi feito no Horto Florestal. As grades que foram furtadas nunca foram recolocadas e isso facilita a ação dos vândalos”, explica o morador.
Responsável pela administração da Parque Anhaduí, o técnico da Semadur, Osmar Martins, explica que a reserva possui um equipamento de combate a incêndio composto por três bombas costais e cinco abafadores, mas que os itens não foram suficientes para impedir a destruição de mil metros quadrados.
“O vento forte e o tempo seco contribuíram para que o fogo se alastrasse muito rápido. A gente tentou conter, mas foi difícil. Perdemos roedores, mamíferos e répteis, além das árvores que foram plantadas em projetos de educação ambiental”, afirma o gestor da área.
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