
A sede da Agecold (Associação dos Agentes Ecológicos de Dourados) está em local inadequado, segundo a bióloga e professora do curso de gestão ambiental da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), Simone Ceccon. O prédio que já está pequeno para as atividades da entidade, fica anexo ao Parque Arnulpho Fioravanti e se trata de uma área de preservação ambiental.
“Aquela área não é própria para a instalação de nada, é um fundo de vale. O máximo que poderia ser instalado ali é um centro de educação ambiental para visitas e atividades alunos”, afirmou a bióloga. O espaço também é pequeno para as atividades desenvolvidas. “Muito material coletado fica para o lado de fora do prédio. Eles precisam de um lugar adequado e que não seja de interesse ambiental”, afirmou a professora, que desenvolve projetos no local através da universidade.
Segundo a coordenadora do projeto ‘Recolhe e Recicla’ da Agecold, Ivete Pedroso, existe um projeto para mudança de local desde 2009. “É uma questão mais administrativa e dependemos de um espaço público”, afirmou. O terreno atual é cedido pela prefeitura. Os 15 agentes ecológicos que vivem deste trabalho, fazem a coleta e separação do lixo reciclável recebido de 12 bairros em que há coleta seletiva no município.
IMAM
Segundo o diretor-presidente do Imam (Instituto do Meio Ambiente de Dourados), Rogério Yuri Farias kintschev, a Agecold funciona com o apoio do município na área, mas não está regularizada junto à Prefeitura. “Nós descobrimos isso este ano quando fizemos a revisão de todos os convênios. A prefeitura dá o apoio desde 2003, sem qualquer compromisso jurídico”, afirmou.
De acordo com ele, para solucionar o impasse, a prefeitura firmou o convênio junto ao Governo do Estado para destinação de R$ 1 milhão aos serviços desenvolvidos pela Agecold, através da compra de materiais administrativos.
“Precisamos que ela deixe de ser associação e passe a ser cooperativa, aceitando mais agentes ecológicos”, afirmou. Segundo ele, a ideia é expandir a atividade para vários pontos de coleta na cidade.
Apesar de aumentar a cada ano, o volume de lixo que tem destinação correta através da coleta seletiva ainda corresponde a apenas 1% da quantidade de lixo doméstico que segue diariamente ao aterro sanitário. Em 2007, apenas dois bairros recebiam o serviço em Dourados, sendo que atualmente são 12. A triagem e seleção dos resíduos são feitas pela Agecold, com estrutura cedida pelo executivo municipal.
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