Anunciado na quinta-feira, 15, o pacote de investimentos MS Forte 2 contempla a reforma e ampliação do HV (Hospital da Vida). Do valor estimado, R$ 1,5 milhão são de recursos do governo estadual, R$ 2 milhões do Ministério da Saúde, e o município deve entrar com uma contrapartida de 10% do valor, conforme a secretaria municipal de saúde. O projeto, de 2007, passa por modificações sugeridas pelo Ministério da Saúde, e ainda não tem prazo de execução.
Segundo o secretário municipal de saúde, Sebastião Nogueira, apesar de não haver prazo estabelecido, as obras devem resolver o problema de déficit de leitos, já que também dentro do MS Forte 2 foi anunciada a construção do Hospital Regional, que vai disponibilizar mais 120 leitos na rede pública de saúde, em obra estimada em pelo menos R$ 20 milhões.
“Não tem uma previsão de início ou conclusão, mas não acredito que vai demorar muito essas obras de reforma e ampliação do HV, apesar de não depender da gente. Temos que fazer as adequações exigidas pelo Ministério da Saúde, encaminhar novamente o projeto e eles aprovarem para dar continuidade ao processo. No mais, é uma vitória importante”.
O projeto estava parado desde 2007 por um impedimento burocrático junto ao Ministério da Saúde, por causa da titularidade da propriedade onde está o HV, desde a época em que na mesma área funcionava o antigo Hospital Regional. A exigência foi contornada e, por fim, os recursos foram liberados.
“Essa exigência foi superada, e agora estamos trabalhando nas adequações de alguns pontos indicados como obsoletos e passíveis de alterações pelo Ministério da Saúde, que são coisas como determinada sala ser readequada para determinado tipo de tratamento, e outra ser adequada para receber tratamentos que não estavam previstos no projeto de 2007”, explicou Nogueira.
O secretário apontou ainda que, além da reforma e ampliação do HV, o anúncio da construção do Hospital Regional também projeta um desafogo a rede pública de Dourados, que hoje atende a demanda de 32 municípios. “Com certeza são projetos importantíssimos para o encaminhamento de soluções efetivas, e que devem proporcionar condições para que o atendimento seja adequado à infraestrutura”, finalizou Nogueira.
Segundo dados da secretaria municipal de saúde, o atendimento do Hospital da Vida, atualmente, é de pelo menos 12 internações por mês. O déficit de leitos chega a 55 vagas.
Mín. 17° Máx. 29°
