
Pais de alunos e colegas de uma estudante de 14 anos de idade estão assustados com o comportamento da adolescente, que diz ter se convertido ao satanismo e estaria constrangendo com ameaças outras crianças para participarem de 'rituais'. O caso acontece em uma escola da rede pública em um dos bairros mais populosos de Campo Grande.
Segundo relatos de colegas, a adolescente mudou de comportamento, trocou o tipo de vestimenta, e passou a chamar outros alunos para fazerem parte do culto satanista. Em alguns casos, a menina teria pedido para estudantes fazerem pequenos cortes no braços e deixarem ela beber do sangue.
O caso já foi levado à direção da escola por um pai de aluno, que se assustou com os relatos da filha sobre a proposta da colega. Uma reunião foi realizada, mas a direção teria, segundo os pais, se limitado a alertar sobre o episódio. Com medo do assédio, os pais de um estudante já teriam transferido a menina de escola.
O Conselho Tutelar da região informou que, no caso, o mais adequado é encaminhar a adolescente para acompanhamento psicológico. Porém, o comportamento inadequado não é a escolha religiosa, mas sim a iniciativa de usar o fato para assustar e constranger colegas.
'Filha estranha'
Segundo relato de uma mãe, ela percebeu comportamento diferente da filha, que estudava com a garota satanista, e passou a perguntar para a menina o que estava acontecendo. Após resisitr em contar a situação, a aluna contou que uma colega teria 'pedido para chupar o sangue do braço dela'.
A família entrou em pânico. A filha também mostrou aos pais mensagens de celular que a colega satanista teria enviado com ameaças. Em um dos SMS, a garota tenta intimidar a estudante: 'mexo com coisas do demônio e já vi ele'.
Segundo a estudante, a jovem usaria o fato de se dizer satanista para convencer colegas a adotar comportamentos que ela determinava. Atemorizados, os pais resolveram tirar a filha do colégio e conseguiram vaga em outra escola pública na mesma região após levar o caso ao conhecimento da direção.
Os pais optaram por não levar o caso à polícia, como chegou a ser sugerido, para evitar mais complicações. Segundo a mãe, o problema deixou a família insegura. “Os pais tem que se preocupar não só com as drogas, mas com o que estão acessando na internet, como está o linguajar e, principalmente, quem são os amigos”, relata.
Sobre a postura da escola, a mãe diz que avisou para que os profissionais investiguem o caso e observem o comportamento dos estudantes. Mesmo assim, ela não sabe se o caso recebeu a devida atenção.
Segundo o Conselho Tutelar o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) no artigo 245 é obrigação de qualquer entidade informar os fatos de violação dos direitos das crianças e adolescentes a autoridades competentes.
No caso, os conselheiros recomendam que a adolescente seja encaminhada para um psicólogo e que seja feita a análise sobre a necessidade de acompanhamento.
Para a conselheira Anna Carolina Kalache, só a avaliação de um profissional para precisar como realmente está o quadro psicológico da garota. Mas baseado nessas informações o primeiro procedimento é encaminhá-la para um profissional para fazer laudo médico e, depois tomar as medidas necessárias e cabíveis para o caso.
A conselheira Marta Vanuza Gomes da Silva alerta aos pais para observar o comportamento dos filhos no dia a dia, se tem alguma mudança no comportamento, como estão se comunicando para evitar problemas futuros.
Marta diz que nessa situação até a menina constrangida pela colega satanista teria que passar por um psicólogo para saber se não ficou com nenhum tipo de trauma, pois nessa faixa etária eles ainda estão em fase de formação do caráter.
Mín. 20° Máx. 36°
