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“Mandou eu tirar a calça e deitar no chão”, conta estudante estuprada

Segundo a estudante, o autor estava em uma moto e se aproximou por trás da vítima dizendo que estava armado

22/08/2022 às 06h05 Atualizada em 22/08/2022 às 07h45
Por: Redação Fonte: Campo Grande News
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Prédio da Faculdade de Direito e Relações Internacionais, da UFGD, onde estuda a vítima de estupro (Reprodução)
Prédio da Faculdade de Direito e Relações Internacionais, da UFGD, onde estuda a vítima de estupro (Reprodução)

Pelas redes sociais a estudante da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), que foi vítima de estupro, divulgou detalhes do crime. O caso aconteceu na noite da última quarta-feira (17), nas imediações do campus da universidade em Dourados.

De acordo com o site Dourados News, a vítima contou que por volta das 19h30, quando caminhava pela Rua Quintino Bocaiúva em direção a Fadir (Faculdade de Direito e Relações Internacionais) foi abordada pelo homem. Com a repercussão do caso, alguns alunos comentaram que na região não há nenhum poste de iluminação pública.

Segundo a estudante, o autor estava em uma moto e se aproximou por trás da vítima dizendo que estava armado. "Fui levada para os fundos de um terreno baldio, onde fui obrigada a tirar a roupa para ser estuprada", contou. "Ele dizia para eu não gritar e eu confirmava dizendo que não faria. Ele mandou que eu deitasse no chão, e depois mandou que eu tirasse a calça e a calcinha e me penetrou algumas vezes. Ele levantou e foi embora”, completou.

Após o ato, o homem foi embora e a vítima pediu ajuda na universidade. Ela contou que foi até a unidade da Fadir onde pediu ajuda de colegas de curso que acionaram a Polícia Militar.

“Fiz exame de sangue. Fiz o corpo delito. Lembro de tirar a calça para colocar o roupão do hospital e perceber que eu e o chão estávamos sujos de terra. Sai do banheiro chorando e pedindo desculpas pela bagunça. Pedi para uma amiga notificar o ocorrido nos grupos das turmas. Quero que todos saibam o que aconteceu comigo. Não quero que ninguém passe pela mesma situação, nem nenhuma parecida”, diz outra parte do depoimento da estudante.

A investigação é tratada com sigilo pela Polícia Civil. Para o site local, o delegado Adilson Sitiguivitis Lima, titular da Delegacia Regional de Dourados, contou que o caso é apurado pela DAM (Delegacia de Atendimento à Mulher), porém, por conta do fato "sensível', as informações seguem tratadas internamente.

Como não há testemunhas, os investigadores estão coletando imagens de câmeras de segurança nas proximidades para tentar chegar ao autor.

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