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Com testes de dengue escassos, quadros graves viram prioridade em MS

Ministério da Saúde informa que nova remessa de insumos deve chegar em junho no Estado

18/05/2022 às 08h22
Por: Redação Fonte: Midia Max
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Imagem ilustrativa. - (Foto: Arquivo/ Jornal Midiamax)
Imagem ilustrativa. - (Foto: Arquivo/ Jornal Midiamax)

Os altos indicadores de dengue resultaram na escassez de testes para a detecção da dengue em Mato Grosso do Sul. Conforme a SES (Secretaria de Estado de Saúde), apesar de normalizado, restariam apenas cerca de 5 mil testes de biologia molecular — fornecidos pelo  — no Estado.

Dessa forma, a pasta detalhou que os testes estão sendo priorizados para casos graves da doença, a pacientes internados, a gestantes e a pacientes com comorbidade.

Em nota, o Ministério da Saúde informa que uma nova remessa dos insumos está prevista para ser entregue até o mês de junho e que os testes moleculares da Fiocruz estão sendo entregues diretamente aos Lacens (Laboratórios Centrais) para reforçar o rastreamento da doença em todo o país.

Mato Grosso do Sul já acumula 11.620 casos prováveis de dengue e ocupa o 10º no ranking de incidência de casos do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) que relaciona as 27 unidades federativas do país, conforme último boletim epidemiológico divulgado pela SES.

Com base no último boletim epidemiológico divulgado pela secretaria, no último dia 13, o município de São Gabriel do Oeste ocupa o primeiro lugar em MS, com 1.646 casos prováveis, que resultam em taxa de incidência de 6.046,8 a cada 100 mil habitantes na data de publicação.

Em segundo lugar, está Angélica, com incidência de 2.634,5 a cada 100 mil, considerando 288 casos prováveis. Ribas do Rio Pardo vem em terceiro, com incidência de 2.038,8 a cada 100 mil, considerando 509 casos investigados — ao todo, são 29 municípios com taxa considerada alta. Campo Grande está em 50º no ranking de incidência do Estado, com 98,8 casos prováveis a cada 100 mil, índice considerado baixo.

De acordo com o boletim, a maioria dos casos prováveis é de pessoas entre 20 e 29 anos, com 19,41% dos casos, adultos de 30 a 39 anos com 17,99% dos registros e adolescentes e jovens entre 10 e 19 anos, com 17,55% das notificações.

Já em relação ao número de casos confirmados, Campo Grande já contabiliza 619, Chapadão do Sul registra 441 e Amambai 273. As cidades de Três Lagoas e Dourados registram 265. Acerca do número de óbitos, o mês de maio registrou 1  por dengue em Campo Grande de uma mulher de 69 anos, que tinha cardiopatia. Clique AQUI para conferir o boletim na íntegra.

Caso suspeito de dengue

A dengue apresenta alguns sintomas ou sinais de alerta que podem surgir após um quadro de febre. Confira:

  • Dor abdominal intensa e contínua ou dor à palpação do abdômen;
  • Vômitos persistentes;
  • Acumulação de líquidos (ascites, derrame pleural, pericárdio);
  • Sangramento de mucosas;
  • Letargia ou irritabilidade;
  • Hipotensão postural (é a diminuição súbita da pressão arterial ao se levantar de uma posição deitada ou sentada, principalmente quando de maneira brusca);
  • Hepatomegalia maior do que 2 cm;
  • Aumento progressivo do hematócrito.

Pessoas que viajaram nos últimos 14 dias para um local com transmissão da dengue e apresentarem febre entre 2 e 7 dias em conjunto com pelo menos 2 sinais de alarme também devem ficar atentas. Confira os sintomas de alarme:

  • Náuseas, vômitos;
  • Exantema (manchas avermelhadas no corpo);
  • Mialgias (dor muscular), artralgia (dor nas articulações);
  • Cefaleia (dor de cabeça), dor retro-orbital (dor nos olhos);
  • Petéquias ou prova do laço positiva;
  • Leucopenia (é quando o número de leucócitos, que são as células de defesa do sangue, está baixo; é verificado através do exame
    hemograma).

Medidas de prevenção

Para se prevenir da dengue e frear a transmissão do mosquito  é preciso evitar água parada e tomar algumas medidas de combate, como:

  • Manter bem tampado tonéis, caixas e barris de água;
  • Lavar semanalmente com água e sabão tanques utilizados para
    armazenar água;
  • Manter caixas d'água bem fechadas;
  • Remover galhos e folhas de calhas;
  • Não deixar água acumulada sobre a laje;
  • Encher pratinhos de vasos com areia até a borda ou lavá-los uma vez por semana;
  • Trocar água dos vasos e plantas aquáticas uma vez por semana;
  • Colocar lixos em sacos plásticos em lixeiras fechadas;
  • Fechar bem os sacos de lixo e não deixar ao alcance de animais;
  • Manter garrafas de vidro e latinhas de boca para baixo;
  • Acondicionar pneus em locais cobertos;
  • Fazer sempre manutenção de piscinas;
  • Tampar ralos;
  • Colocar areia nos cacos de vidro de muros ou cimento;
  • Não deixar água acumulada em folhas secas e tampinhas de garrafas;
  • Vasos sanitários externos devem ser tampados e verificados
    semanalmente;
  • Limpar sempre a bandeja do ar-condicionado;
  • Lonas para cobrir materiais de construção devem estar sempre bem esticadas para não acumular água;
  • Catar sacos plásticos e lixo do quintal.
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