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Zarc vai ampliar estudos e aprimorar análises sobre riscos climáticos no agro

Em 2020, o projeto do Mapa e da Embrapa para modernização do Zarc passou a contar com apoio financeiro do Banco Central do Brasil.

28/06/2021 às 07h34
Por: Redação Fonte: Dourados Agora
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Foto: iStock/Mapa
Foto: iStock/Mapa

O Programa Nacional de Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) vai apresentar até o fim do ano os estudos sobre as culturas de canola, maçã, pêssego, café, abacaxi, grão de bico, cana, soja e milho.

O Zarc terá novidades como a ampliação de dados sobre armazenamento hídrico e níveis de manejo, além de informações de risco para diferentes produtividades esperadas e níveis tecnológicos.

Em 2020, o projeto do Mapa e da Embrapa para modernização do Zarc passou a contar com apoio financeiro do Banco Central do Brasil.

Em 2021, já foram entregues os estudos para citros, maracujá, sorgo forrageiro, girassol.

No ano passado, foram três novos estudos: caju, arroz tropical irrigado e mamona no semiárido, além de oito zoneamentos atualizados: milho, milho 2ª safra, mamona, sorgo, milheto, aveia, cevada e melancia.

O Zarc do feijão caupi foi um ampliado para novos estados.

O zoneamento tem o objetivo de reduzir os riscos relacionados aos problemas climáticos e permite ao produtor identificar a melhor época para plantar, levando em conta a região do país, a cultura e os diferentes tipos de solos.

agricultores que seguem as recomendações do Zarc estão menos sujeitos aos riscos climáticos e ainda poderão ser beneficiados pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e pelo Programa de Subvenção ao prêmio do Seguro Rural (PSR).

Muitos agentes financeiros só liberam o crédito rural para cultivos em áreas zoneadas.

Armazenamento hídrico

Recentemente a Embrapa publicou um Boletim de Pesquisa e Desenvolvimento intitulado "Predição da Água Disponível no Solo em Função da Granulometria para Uso nas Análises de Risco no Zoneamento Agrícola de Risco Climático".

O trabalho servirá de referência para geração de Zarc com base em seis classes de água disponível, em substituição às três classes atualmente empregadas no Zarc.

O solo é um fator fundamental para a determinação do risco hídrico das culturas. Dessa forma serão geradas avaliações de risco para um conjunto mais amplo de condições de solo, incluindo novas categorias com menor e com maior capacidade de armazenamento hídrico que as atuais.

Além disso, a subdivisão em seis classes permitirá gerar resultados mais precisos de risco hídrico para cada condição de solo, melhorando a qualidade das indicações do Zarc para o produtor, nas diferentes regiões do Brasil.

Níveis de manejo

O Zarc disponibiliza informações sobre as melhores épocas de plantio de modo a reduzir perdas por eventos meteorológicos adversos, conforme ciclo de cultivares e tipos de solo.

Além do ciclo e solo, algumas técnicas adotadas como parte do manejo de solos têm particular relevância pois têm resultado em melhora significativa na dinâmica da água no solo e disponibilidade hídrica para a cultura, reduzindo, em muitos casos, o risco climático relacionados a este fator.

Com esta metodologia, será possível estimar a redução de risco alcançada em cada classe de manejo. Dessa forma, será possível ao produtor que adota as melhores práticas, o enquadramento em classes de manejo com menor risco climático.

ZarcPro

O Mapa também está desenvolvendo com a Embrapa o Zoneamento Agrícola de Risco Climático de Produtividade (ZarcPro), que trará informações de risco para diferentes produtividades esperadas e níveis tecnológicos.

Modelos de culturas permitem estimar a produtividade em função das condições do tempo e clima e das necessidades fisiológicas das plantas.

O ZarcPro vai considerar diferentes níveis de produtividade esperada (PE), para avaliações de frequência de perdas ou probabilidade de não atendimento à PE.

A análise das séries de dados da produtividade estimada ao longo dos anos, relacionando frequência e intensidade das perdas, permitem gerar um conjunto de informações relevantes para precificação do risco agroclimático.

Dessa forma, será possível identificar para cada região ou época, qual a PE mais adequada, para regiões de alta e baixa produtividade.

Também merecem destaque: a recente incorporação de funcionalidades no aplicativo Zarc - Plantio Certo, que passou a contar com acompanhamento da safra via índice NDVI, previsão do tempo, imagens de satélite e custo de produção, e a implementação, a partir do ano de 2022, da validação do Zarc com tomada pública de subsídio, que permitirá o acesso as informações de datas de plantio do Zarc, aos interessados, anteriormente a etapa de validação do estudo.

O aplicativo móvel Zarc Plantio Certo, desenvolvido pela Embrapa Informática Agropecuária (Campinas/SP), está disponível nas lojas de aplicativos: iOS e Android.

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