O açougue fechado na manhã desta sexta-feira em Dourados era tomado por moscas varejeiras. Conforme noticiou o Dourados Agora, o estabelecimento localizado na rua General Osório, na Vila Cachoeirinha, foi lacrado pela Vigilância Sanitária e SIG. O produto era vendido para algumas mercearias e alguns restaurantes do município, cujas identificações não foram apontadas pelas autoridades.
A fábrica de linguiça clandestina funcionava há pelo menos três anos em um antigo açougue que foi transformado em depósito de carne. Os policiais deram voz de prisão ao proprietário, C.B.V, 42 anos, que na delegacia foi autuado por crime contra as relações de consumo e pode pegar de dois a cinco anos de detenção.
Após receber a denuncia do MP o SIG passou a monitorar o local e desenvolver as investigações necessárias. Uma vez comprovada a suspeita os policiais acionaram a Vigilância Sanitária Municipal e a perícia técnica que realizou todos os levantamentos no local. Toda a ação foi coordenada pelo delegado Adilson S. Lima. O mau cheiro surpreendeu até mesmo o delegado e toda a equipe de policiais que o acompanhava.
O local onde o alimento era manipulado era totalmente insalubre, sem as mínimas condições de higiene tanto que o estoque do produto e todas as instalações estavam tomadas por moscas varejeiras. A sujeira e a ferrugem tomavam conta das portas, janelas e os equipamentos utilizados para a trituração da carne, ou seja; condições totalmente precárias.
No ato da prisão em flagrante havia outra pessoa na “fábrica” que servirá como testemunha, já que o proprietário disse que ele apenas lhe ajudava de vez em quando. O dono do estabelecimento afirmou também que a linguiça era revendida a açougues da periferia. Mas a Polícia também trabalha com a suspeita e recebeu a informação de que o produto era requisitado também por alguns proprietários de restaurantes. O celular de Clodoaldo que tocava a todo instante na hora da prisão foi apreendido. O delegado disse que a perícia está rastreando as ligações do celular.
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