O corpo do indígena Celso Figueiredo, de 34 anos, ainda aguarda para ser sepultado. Ex-morador da aldeia Paraguassu, no município de Paranhos, Celso foi morto em uma suposta emboscada ocorrida na madrugada de quarta-feira, enquanto ia receber pagamento na fazendo em que era ex-funcionário.
O crime revoltou os cerca de 600 aldeões que acreditam que a morte foi uma armadilha, e por isso querem realizar o enterro dentro da propriedade rural, como forma de protesto. Segundo Jacy Duarte Véra, da etnia kaiowá, a comunidade aguarda apenas uma liberação dos órgãos competentes para poder iniciar o funeral.
Entretendo, em contato com a reportagem, ela foi clara e disse o grupo vai promover o ato mesmo se não houver autorização. O clima que antes era pacífico, segue tenso na região. Nesta quarta-feira a Polícia Civil anunciou a prisão do suspeito de ter matado Celso com dois tiros de espingarda; o indivíduo foi detido por posse ilegal de arma de fogo e encaminhado à delegacia de Sete Quedas, onde está sendo investigado.
Prisão
Em Paranhos, está preso, na delegacia, um capataz da fazenda California. Na casa dele foi encontrada uma espingarda calibre 28 com sete cartuchos, uma jaqueta com sangue e um capacete de cor escura. Ele negou à polícia que tenha sido o autor do assassinato do indígena Celso Figueredo. Os índios agora protestam por esta morte e querem ocupar a fazenda onde o indígena foi assassinado e enterrar o corpo dele dentro da propriedade rural.
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