Menos de 24 horas após a desocupação, indígenas voltaram a retomar a fazenda Buriti, em Sidrolândia, de propriedade do ex-deputado estadual Ricardo Bacha. Cerca de 200 índios da etnia terena estão no local. Eles montaram um acampamento ao lado da sede da fazenda, queimada ontem durante confronto com a Polícia
Lideranças querem mudar o nome da fazenda e nomeá-la como "Aldeia Oziel Gabriel", em homenagem ao terena morto no confronto com a Polícia. A informação é que indígenas de aldeias vizinhas e de outras cidades de Mato Grosso do Sul vão se integrar ao grupo.
O velório do indígena Oziel Gabriel, de 35 anos, - morto ontem em confronto na reintegração de posse da fazenda Buriti continua na Aldeia Córrego do Meio. O sepultamento está programado para as 16 horas, meia hora antes do ritual do guerreiro terena.
Por decisão da viúva de Oziel, Samir Gabriel, foi rejeitada a proposta de uma nova autópsia. De acordo com o irmão da vítima, Jabes Gabriel, de 41 anos, o procurador Emerson Kalif Siqueira, do MPF (Ministério Público Federal), ligou revelando a possibilidade de levar o corpo para Brasília onde seria feito o novo procedimento para definir o calibre do projétil que atingiu o terena.
Ontem, o corpo seguiu do hospital beneficente Elmíria Silvério Barbosa direto para a Pax Bom Jesus, sem passar pelo IML (Instituto Médico Legal). A plantonista do IML não estava na cidade e viajou com a chave do local. Dessa forma, dois médicos-legistas foram a Pax Bom Jesus.
O laudo assinado pelo legista Walney W. Pereira aponta que o óbito foi por choque hipovolêmico decorrente de ferimento por arma de fogo. Conforme o laudo do legista, ele foi atingido por um tiro no abdômen, a bala passou pelo fígado e o projétil saiu pelas costas.
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