O Tribunal do Júri de Florianópolis condenou na noite de ontem (29) o jornalista Rogério Postai, 51, a 17 anos de prisão pelo assassinato do advogado Rodrigo da Luz Silva, 34. Foram 14 horas de sessão até a condenação. O juiz Paulo Marcos de Farias não concedeu ao réu o direito de recorrer em liberdade, e ele saiu da sessão para a cadeia.
O crime aconteceu em 2010. Postai, assessor de imprensa do Ministério Público Federal em Santa Catarina, morava num condomínio de luxo no Rio Tavares, zona sul de Florianópolis. O advogado Silva era vizinho e síndico do condomínio. Como síndico, Silva tinha aplicado várias multas em Postai por descumprimento de regras.
Em seu interrogatório, Postai alegou legítima defesa. O jornalista disse que o síndico era um jovem forte e estava alcoolizado quando o atacou: "Eu estava apavorado e não tive escolha, achei que ele ia me matar".
Segundo o promotor Luis Pacheco, tal cenário não aconteceu. "Postai agiu como um bandido, foi uma emboscada na qual ele deu nove tiros na vítima". O crime aconteceu às 22h10 na portaria do condomínio. Postai atirou no síndico com uma calibre .380. Depois de matar Rodrigo da Luz Silva, Postai fugiu e jogou a arma em um matagal. Vizinhos chamaram a polícia, e ele foi preso em flagrante.
Depois do veredito dos jurados, que o considerou culpado, o juiz Paulo Marcos de Farias estabeleceu uma pena de 15 anos pelo assassinato e outros dois por porte ilegal de arma, já que Postai não tinha registro da pistola.
Postai permaneceu em liberdade aguardando o julgamento. Ele já havia conseguido três adiamentos, usando como recurso desde a renúncia de seu próprio advogado até doenças. No início da sessão que o condenaria, o réu também tentou novo adiamento, indeferido pelo juiz Farias.
O júri era aguardado com ansiedade pela família da vítima, que realizou vários atos públicos de protesto cobrando justiça. O veredito foi recebido com aplausos e lágrimas.
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