A direção do HE (Hospital Evangélico) admitiu a dívida no repasse da verba federal para custeio de honorários médicos e medicamentos no HC (Hospital do Câncer). Durante reunião no sábado, o superintendente da ABD (Associação Beneficente Douradense), Maurício Peralta, entidade responsável pelo gerenciamento do HE, assinou um TAC (Termo de Ajuste de Conduta) no qual assumiu o compromisso de parcelar o pagamento dos atrasados até o dia 15 de cada mês.
Essa reunião foi convocada pelo secretário municipal de saúde, Sebastião Nogueira e contou com a presença dos representantes do CTCD (Centro de Tratamento ao Câncer de Dourados), os médicos Davi Rodrigues Infante e Mário Eduardo Rocha, além do deputado federal Geraldo Resende (PMDB).
Após a ameaça de não atender novos pacientes e encerrar as consultas de acompanhamento no setor de Oncologia através do SUS (Sistema Único de Saúde), a crise financeira no HC chegou a um novo capítulo.
Durante a reunião, ficou determinado que a dívida referente ao repasse dos meses de setembro (parcial), outubro e novembro de 2012 - mais de R$ 667 mil -, será paga em seis parcelas. A primeira, no valor de R$ 112 mil, deve ser paga esta semana. “Eles se comprometeram a fazer este acordo, e colocar o repasse em dia. E eles vão ter que cumprir. Os serviços não podem ser comprometidos”, afirmou o secretário de saúde, Sebastião Nogueira.
Segundo a direção administrativa do HC, que foi quem expôs a situação financeira crítica da unidade, ficou determinado na assinatura do TAC que o atendimento permanece normal. No entanto, apesar de considerar o acordo positivo, a direção ainda teme pelo descumprimento e por um novo problema no repasse da verba. “A assinatura é uma promessa de pagamento, que pode não ser cumprida como nas outras vezes. Eles reconheceram a dívida, e prometeram pagar. Caso isso aconteça, os atendimentos seguem dentro da normalidade, porque teremos dinheiro para comprar medicamentos e pagar honorários médicos”, disse Mário Eduardo Rocha.
A superintendência do HE admitiu a crise financeira que acabou comprometendo o repasse de recursos para custeio no HC. Apesar de alegar que não há mais crise, a direção admite que a regularização no repasse será feita com recursos próprios. “Realmente houve um atraso no repasse por conta de uma crise que comprometeu alguns recursos. Vínhamos honrando nossos compromissos com recursos próprios, mas a situação não correu como esperávamos. Esse acordo foi bom porque podemos garantir que a situação está superada e que o repasse será feito em dia”, garantiu Maurício Peralta.
A dívida de R$ 669.697,67 foi parcelada em seis vezes. Com base no acordo, o Hospital Evangélico tem até o dia 15 de cada mês para fazer o repasse da verba. A Superintendência do HE assumiu que subfinanciamentos foram responsáveis pelo atraso, e informou que dívida será paga com recursos próprios. Além do Setor de Oncologia, os setores de Cardiologia e Nefrologia também podem passar por crise por conta de sufinanciamentos.
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