Vigilantes querem 30% de aumento referente ao risco da profissão. Foto: Dourados Agora
Agências bancárias de Dourados estão fechadas por causa de paralisação nacional iniciada nesta sexta-feira, por vigilantes. O atendimento ao público foi interrompido e apenas transações feitas nos caixas eletrônicos estão disponíveis, enquanto houver numerários suficientes. Não há previsão para o fim da greve.
Segundo Raul Verão, presidente do Sindicato dos Bancários da Região da Grande Dourados (Seeb/MS), nenhum banco pode abrir suas portas sem a presença de seguranças no local. “Para uma agência entrar em funcionamento, é preciso que seja apresentado um plano de segurança à Polícia Federal”, explicou Raul.
Ele continua: “Se por ventura esse plano não for aplicado à prática, a empresa corre o risco de ter suas atividades interditadas por tempo indeterminado segundo a Lei 7.102/83. Por isso, é preciso que vigilantes estejam atuantes para garantir a segurança no local. Eles também são principais responsáveis pelo transporte de dinheiro”, disse.
Apesar dessa situação, as diretorias dos bancos Bradesco e Itaú solicitaram à gerência das agências em Dourados que o expediente funcionasse normalmente, mesmo sem a presença de proteção. Os funcionários temendo por sua segurança, acionaram o Sindicatos dos Bancários. “Vamos ver como podemos proceder”, afirmou Raul.
GREVE DOS VIGILANTES
A greve iniciada nesta sexta-feira em todo país tem como principal reivindicação o aumento de 30% no salário, referente ao adicional de periculosidade . A Lei 12.740, que foi publicada no último dia 10, garante o benefício ao trabalhador, porém, ainda precisa ser regulamentada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
“É nessa brecha da regulamentação que os banqueiros e empresários se apoiam para negar o reajuste de 30%. Eles mesmos reconhecem o risco da profissão e nos dão 9% de bônus”, disse Jucione dos Santos, de Dourados, presidente do Sindicato dos Empregados em Empresas de Segurança e Vigilância da Região (Seesvda).
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