Bradesco e Itaú abriram as portas em Dourados nesta sexta-feira, dia em que vigilantes deram início a uma paralisação nacional. Entretanto, a Lei 7.102/83 prevê que qualquer instituição financeira do país poderá funcionar somente contando com a presença de no mínimo dois seguranças, principalmente por conta do risco de roubo.
A classe entrou em greve, pois exige que as empresas cumpram com o pagamento de 30% do adicional de periculosidade, por isso, os bancos não podem atender o público. “Nós vamos registrar o fato e encaminhar às autoridades competentes”, disse Raul Verão, presidente do Sindicado dos Bancários de Dourados e Região (Seeb/MS).
Fechadas, as agências ofereciam apenas serviços de caixa eletrônico, porém, gerentes do Bradesco e Itaú receberam ordens superiores e foram obrigados a abrir. Contudo, o expediente foi limitado apenas ao atendimento de balcão; pagamentos, recebimentos de contas em dinheiro e outras transações estão indisponíveis no momento.
“Nós não temos o poder de impedir nada, apenas fomos às agências para confirmar a situação e ver que os bancários estão trabalhando sem segurança, em inconformidade com a Lei. Isso é perigoso tanto para funcionários quanto para a comunidade que necessita dos serviços, por isso, estamos alerta”, relatou Raul. Não há previsão para o fim da greve dos vigilantes.
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