O ministro da Defesa Raul Jungmann disse ontem, 17, durante coletiva de imprensa que faltam recursos para a implantação na integralidade do Sistema Integrado de Monitoramento das Fronteiras (Sisfron). Segundo ele, seriam necessários R$ 18 milhões.
“Nós atuamos em função do orçamento que recebemos. Estamos vivendo um momento de crise e contingenciamento. No limite daquilo que o Congresso nos autoriza e nos permite dispor em termos de orçamento, nós estamos empregando todos os meios. Nós temos um programa fantástico que é o Sisfron, que não está devidamente implantado porque não recebemos os ajustes necessários. Repito, estamos vivendo uma crise fiscal”, disse Jungmann.
O ministro da Defesa disse ainda que na próxima segunda-feira, 22, a nova ferramenta de segurança começará a ser testada e que futuramente poderá ajudar na fiscalização das fronteiras. O sistema que integra um satélite de baixa altitude e de grande capacidade de definição para identificação de objetos e pessoas será testado por seis meses, inicialmente, durante as Olimpíadas do Rio de Janeiro. Depois do período Olímpico, a intenção é ampliar o projeto e utilizar o satélite em todo o país.
Sobre a guerra de traficantes em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, ocorrida na última quarta-feira, 15, o ministro Julgmann disse que a presença de militares do Exército Brasileiro em Ponta Porã impediu que a emboscada e tiroteio no qual morreu o narcotraficante Jorge Rafaat Toumani, chegasse também ao Brasil.
“O fato de que a Operação Ágata estava se desenrolando, inclusive naquela região [Ponta Porã], foi um fator de estabilização e de evitamento que aquela guerra entre gangues pudesse nos alcançar e pudesse ser muitas vezes pior. O fato que estarmos lá, de termos expandido toda vigilância e monitoramento, o fato de que nós tínhamos deslocamento de efetivos naquele momento, acredito que foi um fator de estabilidade e de prover segurança adicional no momento em que aquele confronto ocorria”, disse o ministro.
Neste sábado, o ministro deve fazer visitas a alguns postos de bloqueio da Operação Ágata em Corumbá e na fronteira com a Bolívia e em seguida deve seguir de lancha pelo rio Paraguai para a Área de Adestramento do Rabicho (AAR), da Marinha.
Após a visita as instalações do Rabicho, o ministro e sua comitiva devem retornar para Corumbá no navio de transporte fluvial Almirante Leverger. Por volta das 14h, no cais da Base Fluvial de Ladário, deve conceder uma entrevista coletiva para analisar as ações da operação na região.
Ainda neste sábado, dentro da operação, médicos e dentistas das três forças armadas promoverão um dia de assistência hospitalar, das 9h às 16h, na região da Codrasa, em Ladário, cidade vizinha a Corumbá. Os atendimentos serão efetuados no navio de assistência hospitalar “Tenente Maximiano”, da Marinha, e pela embarcação “Forte Coimbra”, do Exército.
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