A juíza Monique Marchioli Leite, que decretou as prisões de 15 pessoas na segunda fase da operação Lama Asfáltica na última terça-feira (10), determinou a prisão preventiva de oito dos envolvidos.
A Polícia Federal ainda não se pronunciou, segundo o Midiamax, por isso não é possível saber quem está na lista. Entre os que vão permanecer presos estão Wilson Roberto Mariano de Oliveira e Mariane Oliveira, conforme o site da Capital.
Um dos advogados do casal, Carlos Henrique, já pronunciou que está "estudando qual medida vai tomar, se vai ser um pedido de revogação ou um habeas corpus".
Os 15 envolvidos foram presos no início da semana. São eles: Edson Giroto, André Luis Cance, João Amorim, Flavio Henrique Garcia, Ana Paula Amorim Dolzan, Ana Lúcia Amorim, Renata Amorim Agnoletto, Rachel Giroto, Wilson Roberto Mariano de Oliveira, Mariane Mariano de Oliveira, Ana Cristina Pereira da Silva, Maria Casanova, Helio Yudi Komiama, esse colocado em liberdade ontem, Evaldo Furrer Matos e Elza Cristina Araujo.
Com eles, a Polícia Federal apreendeu R$ 475 mil em espécie e mais 50 mil dólares, que convertidos em reais, somam e torno de R$ 170 mil, totalizando mais de R$ 640 mil.
Fazendas de Lama
A nova fase da Operação Lama Asfáltica foi feita em conjunto com a Controladoria Geral da União e Receita Federal. A PF já apreendeu com o grupo R$ 640 mil e bloqueou R$ 43 milhões.
De acordo com a PF, a objetivo foi apurar procedimentos utilizados pelos investigados na aquisição de propriedades rurais com recursos públicos desviados de contratos de obras públicas, fraudes em licitações e recebimento de propinas, resultando também em crimes de lavagem de dinheiro.
Apenas em Mato Grosso do Sul foram detectados 66 mil hectares em fazendas que teriam sido compradas pelo grupo, nos municípios de Rio Negro, Corumbá, Aquidauana, Anastácio, Jaraguari e Figueirão, além de propriedades em cidades no interior paulista.
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