Agentes penitenciários de Corumbá aderiram esta manhã ao manifesto da categoria por mais segurança nos presídios de Mato Grosso do Sul, juntamente com Rio Brilhante, Jardim, Capital e Dourados. A informação foi repassada ao Douradosagora, pela assessoria do Sindicado dos Agentes Penitenciários do Estado de Mato Grosso do Sul.
Depois da operação deflagrada na Máxima de Campo Grande, agentes da Penitenciária Estadual de Dourados (PED) iniciaram ontem o protocolo de atendimento limitado aos serviços essenciais de saúde a alimentação.
De acordo com o Sindicado dos Agentes, no município de Rio Brilhante, são 183 internos e 93 internas; três agentes por plantão. Em Jardim, também, há 183 internos contando o regime fechado semiaberto para 17 agentes, não plantonistas.
A Penitenciária Estadual de Dourados tem o maior número de internos em Mato Grosso do Sul, 2.434 internos; um morreu ontem durante o manifesto. Na Máxima da Capital, 2.390 cumprem pena reclusos.
O presidente do sindicato da categoria, André Luiz Santiago afirma que a mobilização segue até que o Governo do Estado se manifeste quanto às reivindicações da categoria.
A entidade de classe apresentou ao Governo do Estado, ano passado, preocupação para com a situação de instabilidade e alto risco para os internos e agentes em serviço dos presídios de MS.
Conforme o Sindicato, não houve retorno por parte do Estado. Seis agentes foram envenenados e os servidores tachados de "relaxados", conta Santiago. "Não trataram o sistema prisional com primazia e isso gerou crises", acrescenta.
Segundo ele, sinais desta instabilidade relatados ao Governo do Estado precederam cinco recentes fugas na Penitenciária Estadual de Dourados e quatro na Máxima de Campo Grande. "Presos que antes trabalhavam, conversavam com os agentes, passaram a ficar calados, já sob orientação faccional", diz.
Via de regra, quando os internos preferem enfrentar uma fuga por uma muralha, isso também pode significar perigo iminente dentro da unidade prisional onde temem ser esquartejados durante uma rebelião como a que ocorreu há cerca de uma década na então Phac de Dourados, e que acabou com mortos e feridos.
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