O Ministério do Meio Ambiente decretou ontem estado de emergência ambiental em Mato Grosso do Sul e mais 18 estados, inclusive Distrito Federal. O objetivo é previr o período de secas que se aproximam, quando são mais comuns os focos de incêndio. A medida foi publicada no Diário Oficial da União e já está em vigor.
Mato Grosso do Sul é um dos estados com maior número de focos de incêndio. Conforme estatística de Monitora-mento de Queimadas e Incêndios do Ministério do Meio Ambiente, foram registrados em Mato Grosso do Sul até inicio de abril deste ano, 452 focos de incêndio. Este ano teve uma redução de focos, tendo em vista que em 2012, até o mês de março foram registrados 482 focos. Todo todo o ano de 2012 foram 7.546 focos, superando os anos de 2011, 2010, 2009 e 2008.Perdendo apenas para 2007, quando foram registrados 7.692 focos.
Segundo o Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (PrevFogo) do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) a redução do número de focos no inicio de 2013 deve-se a intensidade da estiagem que foi menor em relação ao ano anterior. De acordo com o PrevFogo o período de maior número de ocorrências de focos de incêndios começa em julho e segue nos meses de agosto, setembro e outubro.
BRIGADISTAS
A declaração do estado de emergência ambiental decretada pelo Ministério do Meio Ambiente já prevê a contratação temporária de brigadistas para o controle dos focos de incêndio. Cada brigadista pode ser contratado por até seis meses, e a lei permite que o Ibama contrate até 2.520 pessoas para a função em todo país.
A medida foi tomada considerando a ameaça que o período seco representa, de acordo com dados históricos, e considerando também o tempo necessário para selecionar e contratar esses brigadistas.No texto publicado pelo Diário Oficial da União, o Ministério do Meio Ambiente destaca também que as queimadas representam uma das principais fontes de emissão de carbono do Brasil. Desta forma, o combate aos focos de incêndio representa também o esforço brasileiro para honrar os compromissos internacionais contra a mudança climática.
INCÊNDIOS URBANOS
Mas não é apenas os focos de incêndios em florestas que tiram o sono de brigadistas e Corpo de Bombeiros. O problema se estende na área urbana das cidades e em margens de rodovias. Em Dourados, por exemplo, no ano passado, o Corpo de Bombeiros recebeu um total de 63 chamadas. 14 ocorrências foram para apagar incêndios em matas e florestas nativas, o restante foi na área urbana, que incluem os terrenos baldios.
O Corpo de Bombeiros faz alertas para esses tipos de ocorrências enfatizando as diversas consequências das queima-das. Entre elas estão a associação entre a baixa umidade relativa do ar e a fumaça predispõe as pessoas a doenças respiratórias. Entre estão a bronquite, rinite, sinusite e até conjuntivite alérgica. Os mais afetados são as crianças e os idosos.
Além disso as queimadas prejudicam a visibilidade e podem provocar também acidentes de trânsito e ainda ocasionar incêndios em áreas construídas, rede elétrica ou telefônica, entre outras estruturas. Os incêndios provocam a destruição das plantas, morte de animais e microorganismos, empobrecimento do solo e congestionamento do sistema de saúde, com lotação de hospitais e postos de saúde. Parte dos incêndios são provocados por pessoas que fazem uso de cigarro.
Para reduzir as queimadas, o Corpo de Bombeiros aconselha evitar queimar vegetação ou lixo, e quem fuma não ar-remessar pontas de cigarro em locais que podem pegar fogo; instruir as pessoas que estão queimando, bem como amigos, colegas e vizinhos e fazer a capina dos terrenos baldios. Limpos, sem capim verde ou palha seca e cercado é mais difícil se manter um incêndio.
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