A morte de dois policiais civis lotados no 1º Distrito Policial completa 10 anos nesta sexta-feira. No dia 1º de abril de 2006, Rodrigo Pereira Lorenzatto, Ronilson Bartie e Emerson Gadani, teriam se deslocado para investigar a denúncia de que um foragido da Justiça estaria escondido entre indígenas na região do Porto Cambira, em Dourados, mas acabaram assassinados.
Um outro policial, Emerson Gadani, ficou ferido gravemente e sobreviveu ao atentado.
No dia posterior ao crime, seis indígenas ‘desaldeados’ foram presos e indiciados pela morte dos policiais civis, sendo eles Jair Aquino Fernandes, Valmir Junior Savala, Sandra Arévalo Savala, Lindomar Brites de Oliveira, Paulino Lopes e Marcio da Silva Lins, relembre aqui.
Na época o delegado superintendente da Polícia Civil, Fernando Louzada, disse que o capitão, Carlito de Oliveira, que comandava o grupo concentrado na região do Porto Cambira, teria sido o líder da emboscada preparada aos policiais.
Eles ficaram presos por quase um ano e foram colocados em liberdade em abril de 2007, mas em julho do mesmo ano, cinco índios foram presos novamente, por ordem da Justiça Federal e colocados sob custódia da Funai.
Atualmente o processo ainda tramita na Justiça Federal, porém, ainda sem solução sobre o julgamento dos envolvidos. A defesa dos réus tenta transferir a ação para São Paulo, porém, o advogado Maurício Rasslan, assistente da acusação defende que o processo permaneça em Dourados.
Em julho do ano passado, um dos envolvidos no crime, Paulino Lopes, 29, acabou preso acusado por latrocínio. O crime em questão ocorreu na Aldeia Tey Cuê, município de Caarapó. Ele assassinou o indígena Josias Paulo, 19, para levar dela a motocicleta, relembre aqui.
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