A menina indígena de 10 anos grávida de cinco meses internada na manhã de quarta-feira (20) no Hospital Universitário após sentir dores foi liberada ainda ontem e passa bem. As informações foram repassadas pela conselheira tutelar Carleuza Batista de Oliveira, ao Dourados News, na manhã desta quinta-feira (21).
“A informação que temos é que está tudo bem, ela teve uma alteração de pressão e dores no baixo ventre, mas foi constatado que não ser nada grave. O médico que a atendeu e realizou os exames de rotina, não viu a necessidade de internar a menor então ela foi liberada”, disse Carleuza.
A suspeita é que a menor teria engravidado do próprio pai, após sofrer abuso sexual. O caso foi descoberto após a criança participar de uma atividade da escola em que foi ao posto de saúde tomar a vacina da gripe, os enfermeiros desconfiarem do tamanho da barriga da menina, ao realizar exames constataram a gravidez que já está no quinto mês de gestação.
De acordo com a conselheira a menor, já foi encaminhada para o Casai (Centro de Apoio a Saúde Indígena), onde será acompanhada e receberá atendimentos médicos e psicológicos. “Ela foi levada para o Casai, lá ela será bem cuidada, vai ter acompanhamento na gestação e se precisar se deslocar até um hospital o centro faz isso, a mãe está junto com a menor”, explica.
Carleuza disse ainda que o Conselho Tutelar vai acompanhar o caso e que aguarda a prisão do suspeito que está desaparecido desde que o fato chegou ao conhecimento da mãe e das autoridades.
Sobre o abuso, a menor relatou que foi apenas uma vez, quando a mãe se ausentou de casa no período da tarde. Tanto ela quanto a mãe disseram que o pai não faz uso de bebidas alcoólicas ou drogas e que não é uma pessoa agressiva.
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