A quadrilha desarticulada durante operação conjunta entre o SIG (Serviço de Investigações Gerais) da Polícia Civil e a Defron (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira) na tarde de terça-feira (20) escolhiam as vítimas de forma aleatória e após os crimes, vendiam as mercadorias roubadas no Paraguai. A informação foi repassada na manhã desta quarta-feira (21) pelo delegado do SIG, Adilson Stiguivitis.
“Eles aproveitavam o descuido das pessoas e entravam na casa para cometer esses crimes. Pegavam a mercadoria e comercializavam todas no Paraguai, em troca de dinheiro ou drogas, estamos investigando ainda”, comentou.
Na ação, foram presos Emerson Rodrigues da Silva Oliveira, 25, morador no Jardim Água Boa, Estevão Eliote Leonel, 25, residente no mesmo bairro, Douglas Rodrigues Mariano (18), o “Gordinho”, morador na Vila Cachoeirinha, Ronivaldo Ortiz de Souza, 21, Jardim Itália, Bem Hur Ferreira da Silva, Vila Almeida e um menor de 17 anos, residente no Estrela Porã. Duas pessoas ainda continuam foragidas.
A suspeita é que eles tenham praticado nove crimes e de acordo com Stiguivitis o grupo começou a agir em novembro passado, porém, com intervalo de tempo maior entre os roubos, diferente do apontado neste início de ano, quando a quadrilha agiu com maior intensidade.
Na maioria dos casos, a ação era a mesma e os veículos levados nos assaltos serviam para agilizar o processo de fuga.
“As características sempre são as mesmas. Eles entram, roubam e levam carros e depois os abandonam. Apenas no último caso é que eles conseguiram trafegar com o veículo até o Paraguai para vender”, comentou.
O assalto em questão ocorreu no BNH III Plano, no dia 15 de janeiro, confira logo abaixo.
Dos objetos levados durante os delitos, apenas um estetoscópio foi recuperado e com eles foram encontrados 1,1 quilos de maconha e 10 aparelhos de telefone celular que seriam dos integrantes. As armas utilizadas também não foram localizadas e a polícia acredita estar em posse dos foragidos.
“Toda a mercadoria era negociada logo após os crimes, então não tinha como recuperar. Apenas os carros que eram abandonados e em um caso, queimado, conseguimos trazer para a delegacia”, resumiu.
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