O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) iniciou a administração de Mato Grosso do Sul com o anúncio de cortes de despesas e para Dourados anunciou que irá pedir a paralisação das obras do Hospital Regional iniciada em novembro. A primeira etapa das obras - R$ 19,9 milhões - está empenhada e a empresa contratada tem pouco mais de 500 dias para realizar os serviços.
Durante campanha eleitoral Reinaldo garantiu que em seu governo haveria secretariado de Dourados, para representar a região sul do Estado em sua gestão, fato não confirmado. Também prometera a criação de uma sub-governadoria na cidade, para que o Estado tenha interiorização de alguns serviços oferecidos apenas em Campo Grande, mas até agora não tocou no assunto.
O deputado estadual George Takimoto (PDT), um dos maiores articuladores para garantir a construção do Hospital Regional em Dourados, acredita que Reinaldo não deva abandonar a obra e sim paralisar de forma momentânea. “Ainda não falei com ele [Reinaldo], até porque não quero me meter nesse direito que o governador como maior mandatário tem de paralisar obras para conferir se tudo está dentro das normas, porém acredito que ele irá retomar a construção do hospital o mais rápido possível, pois a população precisa de uma unidade de saúde digna, moderna”, disse o deputado.
À imprensa da Capital, Reinaldo confirmou que além de Dourados irá paralisar as obras de hospital em Três Lagoas, no entanto, não definiu quando e se pretende retomar a construção das unidades. A principal alegação para Dourados é que o Estado em parceria com o município precisa estruturar as unidades que já tem para só depois pensar em construir novo hospital. Desde novembro o Hospital da Vida, unidade criada de forma improvisada, recebe reparos e ampliação na ordem de R$ 3,2 milhões. Para Takimoto, Dourados não precisa de ‘remendos’ na saúde e sim de um hospital digno.
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