Mesmo sem a renovação do convênio com a Prefeitura de Campo Grande, o Instituto Mirim mantém o processo seletivo. Uma reunião na manhã desta quarta-feira (10) serviu para tirar dúvidas de pais dos adolescentes, que temem a dispensa de pelo menos 400 jovens atualmente atuando nos órgãos municipais.
A presidente do Instituto, Mosanea Campos, diz que mantém a seleção porque acha que a situação com a Prefeitura será resolvida. “O processo seletivo dos jovens continua normalmente, e já está na sua segunda fase. Esperamos que a Prefeitura reveja a situação para a regularização do contrato, enquanto isso, os adolescentes continuam trabalhando até que a situação se normalize”, ressaltou.
A crise começou com o término do convênio em novembro deste ano. Segundo o Instituto Mirim, desde setembro a entidade, que deixou de ser ligada à administração pública municipal em 2010, e passou a ser uma organização não governamental, tenta renovar o convênio.
A resistência seria fruto de disputa pelo controle político da entidade, que tem orçamento mensal relevante e grande apelo eleitoral por intermédio das famílias dos jovens atendidos. Os atuais administradores da ONG seriam ligados ao prefeito cassado pelos vereadores, Alcides Bernal (PP).
Um dos problemas, segundo a presidente do órgão, é a interferência que a Prefeitura tentaria manter no instituto. “A dificuldade é que a Prefeitura quer interferir na administração, com indicações de diretores, e, pelo estatuto, não é permitida esta vinculação entre a administração municipal e estadual no Instituto Mirim”, ressaltou Mosanea.
Mín. 17° Máx. 28°
