Entre os seis voos noturnos programados para embarque e desembarque no Aeroporto Internacional de Campo Grande, apenas um não retornou por decisão da companhia, que deve liberar o voo até o dia 1º de dezembro.
Os voos foram interrompidos por conta das obras que custaram R$ 13,1 milhões. A reforma será finalizada até o dia 30. A conclusão da 2ª etapa estava prevista para o dia 17 de outubro, mas a data foi prorrogada devido ao mau tempo.
A primeira etapa realizada entre setembro e outubro do ano passado, contemplou a pista taxiway Charlie, ou seja, a pista auxiliar. A segunda fase, foi na PPD (Pista Principal de Pousos e Decolagens). A obra teve início no dia 4 de agosto e foi liberada para os voos noturnos, na última segunda-feira (17).
Segundo o superintendente regional da Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) Luiz Gustavo Schild, apesar da liberação da pista, as obras continuam durante a madrugada para corrigir alguns detalhes.
“As máquinas deixam algumas frestas de uns 20 centímetro. Vamos fazer as emendas no período da madrugada para que até o dia 30 esteja tudo terminado e sem nenhuma interferência nos voos”, declarou. Ao todo a pista possui 2.600 metros de grooving, ranhuras realizadas na pista para facilitar escoamento de água e de Taxiway, faixa de pista onde a aeronave pode trafegar.
Segundo o superintendente regional da Infraero, com a reforma, a qualidade da pista aumenta significantemente. “Eu conheço vários aeroportos, quase todos do país. Temos a melhor pista de voos do Brasil”, assegurou.
Apesar da análise de Schild, o aeroporto da Capital ainda está em processo de adequação para que obtenha o certificado da Oaci (Organização Internacional de Aviação Civil). Conforme a superintendente do Aeroporto Internacional de Campo Grande, Bárbara Antonia dos Reis Netto, o certificado deve ser entregue no próximo ano.
Conforme a Infraero, diariamente cerca de 5 mil pessoas embarcam e desembarcam no Aeroporto Internacional de Campo Grande. O superintendente regional informou que a reforma não define o aumento na capacidade de passageiros e que essa questão é definida de acorda com o interesse de cada companhia aérea.
A assessoria de comunicação da Infraero não disse que não sabe estimar o aumento no número de passageiros no fim do ano, mas garantiu que não será superior que a capacidade oferecida.
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