O delegado Adilson Stiguivits, chefe do Serviço de Investigações (SIG) da Polícia Civil, apresentou no final da tarde desta quarta-feira dois dos envolvidos no roubo que culminou com a morte do advogado Márcio Alexandre dos Santos, de 37 anos, no último dia 25. A intenção dos assaltantes era roubar um veículo de luxo semelhante ao da vítima.
Foram apresentados Isaac Daniel Gonçalves, de 22 anos, conhecido como carioca e Emerson Antunes Machado, de 21 anos. Eles estavam com mais dois comparsas que estão foragidos num veículo Gol na madrugada do assalto. A polícia também apresentou Maycon Macedo da Silva, de 32 anos. Este último teria escondido Emerson em sua residência após o crime e na casa dele foi encontrado drogas.
Segundo o delegado, a quadrilha tinha intenção de roubar naquela noite um veículo Toyota Hilux SW4. O alvo seria um empresário de Dourados, porém como o assalto não teve sucesso partiram para um plano 'b', de encontrar outra 'presa'.
Acabaram se deparando com o advogado e o amigo dele, um policial federal, que estavam no veículo cobiçado, fruto de encomenda para ser enviado ao Paraguai.
Segundo o delegado, Isaac e o dono do Gol, que não teve o nome divulgado, desceram do veículo para assaltar o advogado e policial, que estavam parados para urinar. Os outros dois comparsas permaneceram no interior do Gol.
Isaac estava armado e como o policial revidou houve troca de tiros. O advogado ficou no meio do tiroteio e foi morto com 8 disparos, efetuados inclusive pela arma do policial.
Após o tiroteio, um dos assaltantes assumiu a direção da Hilux e os demais entraram no Gol e fugiram. Somente Isaac foi baleado.
Isaac e Emerson foram estão presos acusados de roubo e associação criminosa. Emerson foi detido por tráfico de drogas. Os dois foragidos já estão identificados.
Ainda de acordo com o delegado, o policial federal que também não teve o nome divulgado pode ser indiciado por homicídio doloso, devido o excesso da parte dele na hora de se defender. Porém, Stiguivits disse que isso é apenas uma possibilidade porque as investigações sobre a morte de Márcio Alexandre ainda não foram concluídas.
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