Com o objetivo de retirar os catadores de lixo da informalidade, a Funasa (Fundação Nacional de Saúde) de Campo Grande vem orientando outros órgãos públicos e empresas particulares a separar resíduos sólidos dentro dos escritórios. Isso faz parte do Projeto Coleta Seletiva Solidária, instituído pelo Decreto 5940/06.
De acordo com o presidente da Comissão de Coleta Seletiva, João Carlos Veríssimo, depois de separados, os resíduos são entregues para cooperativas de catadores de lixo. “Isso é uma forma de incentivar o trabalho com carteira assinada desses trabalhadores. Assim, eles terão bastante matéria-prima e suas cooperativas terão lucro”, explica.
Para o presidente da Coopermaras (Cooperativa de Catadores e Materiais Recicláveis dos Aterros Sanitários do Mato Grosso do Sul), Daniel Arguelo Ovelar, se todos os órgãos públicos separassem seus resíduos e enviassem às cooperativas, o número de catadores diminuiria sensivelmente. "Isso seria muito bom para esses trabalhadores. Acho que precisa de uma campanha mais ampla para conscientizar as pessoas”, pondera.
Veríssimo diz, ainda, que o principal item é o papel, presente em qualquer escritório. “O papel é o carro-chefe porque é encontrado em grande quantidade além de ser de fácil reciclagem”, diz.
A Funasa da Capital recolhe e envia às cooperativas, mensalmente, cerca de 80 quilos de papel e 50 quilos de papelão. Em 2014, a Funasa já auxiliou oito municípios de Mato Grosso do Sul a implementar esse projeto em suas repartições.
Como funciona?
De acordo com a Comissão de Coleta Seletiva, ao lado da tradicional lixeira, são colocadas caixas especialmente usadas para armazenar papel. Além disso, foi idealizado um kit de utensílios domésticos a fim de reduzir o uso do copo de plástico.
“Nesse kit tem caneca de porcelana, copo de vidro, e garrafinha de água. Para isso, cada setor deve contar com uma copa para que esses utensílios sejam lavados após o uso”, informa João Carlos.
A assessoria de comunicação da Funasa diz que isso faz parte da primeira fase de uma mudança de comportamento, ou seja, após aprender dentro dos escritórios, os servidores e trabalhadores em geral levam esse ensinamento para suas casas, ajudando a difundir a ideia.
O servidor público Gregório Augusto Correa destaca a importância social do projeto. “É excelente isso. Traz os catadores para dentro das cooperativas. Além disso, todo servidor deve ter essa consciência ambiental”, diz.
Mín. 17° Máx. 28°
