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Manejo de pastagens traz benefícios para pasto e rebanho

03/11/2014 às 13h00
Por: Redacao
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A reforma do pasto traz benefícios não só para o rebanho, mas também para o meio ambiente. De acordo com o instrutor do Senar/MS - Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso do Sul, Bruno Cubas, o Estado possui atualmente 80% de suas pastagens degradadas, segundo as informações da Embrapa - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, fator que pode prejudicar o bem-estar animal e provocar a perda de nutrientes do solo. Para incentivar essa prática sustentável, a entidade oferece na próxima semana, de 3 a 7 de novembro, a capacitação em Manejo de Pastagens nos municípios de Camapuã, Campo Grande e Terenos.

Segundo o instrutor do Senar/MS, boa parte dos produtores de Mato Grosso do Sul está mais preocupada com a necessidade da reforma de pastagens, que deve ser feita anualmente. “O ideal é que a análise do solo seja realizada todo ano para que nós possamos sugerir o que é melhor dentro da propriedade”, aconselha o instrutor durante o curso. Cubas ressalta que o pasto é o alimento ideal para o rebanho. “A pastagem possui os nutrientes necessários para o gado, além de ser o mais viável. Por isso a manutenção de um pasto de qualidade é essencial”, avalia.

Cubas destaca que, durante a capacitação, incentiva os produtores a adotarem o sistema de rotação de pastagens. Nele o bovino permanece em uma área menor, cercada e com fácil acesso a água, comida e sombra. O tempo de permanência varia de 1 a 3 dias para o gado leiteiro, dependendo do tamanho do piquete, e até sete dias para o gado de corte. “É possível colocar mais animais em uma área menor, pois o animal tem menos desgaste e o alimento está sempre disponível”.

Cubas relata que os investimentos iniciais são o maior empecilho para a adoção constante dessa prática na propriedade. “Hoje o produtor busca muito mais pela reforma de pastagem, mas o que muitas vezes o impede é o custo, que gira em torno de R$ 1,5 e R$ 2 mil por hectare. É importante enfatizar que o produtor pode recuperar em pouco tempo este desembolso inicial, uma vez que esta mudança na propriedade resultará no aumento da produção, considerando que o gado engordará mais e com mais rapidez e, no caso dos produtores de leite, o volume também aumentará”, esclarece.

Durante a capacitação, os participantes adquirem conhecimentos sobre os principais tipos de forragens, matéria orgânica, calagem, adubação, morfologia e fisiologia. O curso tem limite de 15 vagas e carga horária de 24 horas. Para saber mais, entre em contato com os Sindicatos Rurais de Camapuã (67 3286-1168), Campo Grande (67 3341-2696) ou Terenos (67 3246-0234). No mês de novembro, a entidade realizará 299 qualificações. Mais informações, acesse www.senarms.org.br ou ligue no 3320-9700.

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