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Quadrilha cobrava até R$ 60 mil para fraudar vestibular de medicina

19/08/2014 às 16h30
Por: Redacao Fonte: Midia Max
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A Polícia Civil de Ribeirão Preto (a 313 km de São Paulo) prendeu neste sábado (16) uma quadrilha suspeita de cobrar até R$ 60 mil para fraudar vestibulares de medicina. Segundo a polícia, as negociações entre a quadrilha e os candidatos foram realizadas por meio de grupos criados no WhatsApp -aplicativo de troca de mensagens por celular. Integrantes do grupo e candidatos suspeitos de contratar os serviços da quadrilha foram flagrados no sábado durante a realização do primeiro vestibular de medicina do centro universitário Estácio Uniseb, em Ribeirão.

A polícia prendeu quatro suspeitos de integrar a quadrilha, que foram encaminhados ao CDP (Centro de Detenção Provisória) de Ribeirão. Seis candidatas também foram presas -quatro pagaram fiança de R$ 20.000 e foram liberadas. As outras duas foram encaminhadas à cadeia pública de Cajuru, a 311 km de São Paulo.

De acordo com o boletim de ocorrência, as candidatas estavam usando pontos eletrônicos durante a prova. A polícia informou que os pontos foram fornecidos pela quadrilha para que, por meio deles, as candidatas pudessem ouvir as respostas repassadas pelos chamados "pilotos". Os "pilotos" são especialistas em determinadas matérias que se inscrevem nas provas para realizar apenas algumas questões. Assim, saem mais cedo e, na sequência, passam as respostas por meio do ponto eletrônico para os candidatos que pagaram para receber o gabarito.

Ainda de acordo com o registro da polícia, antes de entrar na prova, os candidatos receberam um treinamento da equipe sobre como passar pelo detector de metais sem serem flagrados. Eles deveriam guardar os pontos em partes íntimas do corpo até o início da prova e, depois, no banheiro, deveriam colocar o aparelho no ouvido.

Ao desconfiar da ação no vestibular deste sábado, a direção da universidade chamou a polícia, que acabou flagrando três suspeitos de liderarem o esquema em uma camionete estacionada ao lado do prédio da instituição.

Com os suspeitos, a polícia encontrou um papel com nome e dados de candidatas, oito aparelhos de telefone celular e dois computadores. Segundo o boletim de ocorrência, nos celulares havia o registro de conversas no aplicativo WhatsApp sobre a fraude. Em um grupo chamado "Estácio", os suspeitos negociavam com os estudantes valores que variavam entre R$ 10 mil e R$ 60 mil.

Há a suspeita de que este mesmo grupo agia em vestibulares em outras cidades do país. Os candidatos deverão responder por suspeita de estelionato. Os outros envolvidos também podem ser enquadrados por formação de quadrilha. A Folha não conseguiu localizar representantes da universidade neste domingo (17).

Novo curso

O centro universitário Estácio Uniseb anunciou no dia 29 de julho a abertura do curso para o dia 1º de setembro. Com isso, Ribeirão passará a ter o quarto curso de graduação em medicina, com mensalidade inicial de R$ 5.200.

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