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Estudante reclama de truculência da PM em confronto no Centro

26/06/2014 às 10h30
Por: Redacao Fonte: Dourados News
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Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Um estudante de 21 anos, acadêmico de Direito, procurou o Dourados News para reclamar junto dos amigos o que considerou uma “ação abusiva” por parte da Polícia Militar de Dourados no confronto que aconteceu ontem na região central da cidade, em local onde torcedores formaram uma grande aglomeração após a partida entre Brasil e Camarões pela Copa do Mundo.

Segundo o rapaz, que preferiu não se identificar e que enviou fotos do braço que teria sido machucado após uma pancada de cassetete dada por um policial, a ação foi indiscriminada, o que acabou prejudicando “cidadãos de bem” como ele, que estava no local na companhia de amigos da faculdade.

“Vimos a PM chegando, e observamos também quem estava atirando garrafas e latinhas na viatura. Eram uns 'malandros' que claramente queriam confusão e estavam perto de nós. Aí os policiais não quiseram nem saber, já desceram da viatura e partiram para o confronto, aí quem não tinha nada a ver, como eu, acabou levando porrada também”, relatou o rapaz.

O jovem disse que alguns amigos correram, mas que ele ficou paralisado sem saber o que fazer até que um policial se aproximou e mandou que ele fosse embora. Ele continuou parado e esse teria sido o momento em que o rapaz teria sido atingido com um golpe de cassetete no braço.

“Fiquei parado porque eu não tinha nada a ver, fiquei paralisado porque pensei que se corresse iam achar que eu estava no erro. Tive medo por isso tive essa reação. Aí depois fui para o meu carro e fui embora”, justificou o jovem, que disse que a polícia poderia ter agido de forma diferente. “Eu acho que eles poderiam ter controlado a confusão melhor, e não sair batendo em quem estava pela frente, que nem reagiu como foi o meu caso. Dava para ver quem era que estava provocando a confusão, não precisava fazer como fez”, criticou o estudante.

Segundo comando da PM, ‘cidadão de bem’ deve ir embora assim que perceber confusão

O Dourados News procurou o comando da PM em Dourados para esclarecer o ocorrido. Segundo o subcomandante, major Carlos Silva, os policiais não possuem “bola de cristal” para identificar quem está promovendo a confusão, e o cidadão de bem que estiver em um local onde aconteça algum tipo de confronto, deve se retirar assim que perceber o transtorno.

“Neste caso em específico, tivemos a plena consciência de necessidade de intervenção por conta de problemas provocados por bandidos infiltrados no meio dos cidadãos de bem. A realidade é que não temos bola de cristal, e a PM trabalha para manter a ordem. Então o que pedimos é que o cidadão de bem se afaste da confusão e vá embora do local assim que começar qualquer tipo de confronto. Isso é muito importante”.

Sobre o caso do estudante em específico, o subcomandante explicou que qualquer pessoa que se sentir molestada de alguma forma por uma ação policial pode procurar o comando e formalizar uma queixa, assim como os demais órgãos competentes.

“Precisamos de dados concretos, e que a pessoa procure o comando para que seja apurado qualquer tipo de ato fora da regularidade. Além disso, as pessoas podem ficar à vontade para procurar também os demais órgãos competentes, como o Ministério Público”.

Local de confusão é “problemático”

A avenida Weimar Gonçalves Torres, via tradicional por comemorações de torcidas e onde o jovem que fez a reclamação ao Dourados News estava junto de amigos é visto como “bastante problemático” pelo major. Na semana passada, também após o jogo do Brasil, quatro mulheres foram esfaqueadas.

“É um local realmente problemático para nós, porque é onde fica a maior aglomeração. Tem coisas acontecendo ali que acabam atrapalhando nosso trabalho para garantir a segurança. Na segunda, fizemos a interdição da via, e antes que a aglomeração se desfizesse ela foi liberada, e logo em seguida deu-se a confusão. Há também pessoas vendendo bebidas em isopor, e essas são situações que não são de nossa responsabilidade e que acabam favorecendo o transtorno na área”, justificou o subcomandante.

Ainda de acordo com Silva, as comemorações em si não são um problema para a polícia, que não quer acabar com a festa de ninguém durante a Copa do Mundo. “Nossa principal preocupação é garantir uma comemoração e brincadeira saudável, e coibir excessos como embriaguez, pessoas transitando de forma errada em veículos, como em caçambas, entre outras irregularidades. Todo mundo pode festejar, mas dentro da ordem”.

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