Na manhã desta quinta-feira (22), motoristas de veículos escolares estão na frente da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), para reivindicar contra condutores clandestinos.
Cerca de 15 motoristas estão no local aguardando para falar com um responsável. Segundo o condutor Vanderlei Alves Olmedo, de 340 veículos cadastrados, nem 200 estão em situação regular. “Gastamos com documentação, levando o carro para ser vistoriado e esse pessoal clandestino chega e rouba nosso lucro”, diz Vanderlei.
Os motoristas clandestinos cobram cerca de 70% mais barato, pois não precisam pagar impostos, o que prejudica o trabalho dos que estão em situação regular. Os motoristas reclamam que são fiscalizados constantemente, mas a Agetran diz para eles que não tem carros disponíveis para fazer a fiscalização dos que estão irregulares.
Para que o veículo seja regularizado, o motorista deve fazer um curso, a van ou ônibus escolar deve passar por vistoria, ter o selo do Departamento Estadual de Trânsido (Detran), ser adesivado corretamente e ter placas vermelhas. Os veículos clandestinos costumam ter apenas o adesivo indicando ser um transporte escolar.
Segundo Vanderlei, o problema não é só o prejuízo dos motoristas regularizados, mas também que aqueles em situação irregular acabam colocando em risco a vida das crianças transportadas.
Um dos condutores alegou ainda que, na terça-feira (20), recebeu uma multa de um Agente de Trânsito Municipal, mas que, no papel, constava que era da Polícia Militar do Estado. Ele pede uma explicação do motivo pelo qual os agentes estão com talões de multas do Estado.

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