Na tarde desta sexta-feira (11), familiares e amigos de Cleber Rodrigues da Silva, 21, que morreu no Hospital da Vida na madrugada de quinta-feira (10), foram para frente do hospital pedir Justiça e que as pessoas que estão no local sejam bem cuidadas.
Os manifestantes também mencionavam o hospital como “frigorífico particular, matadouro e açougue”, e os enfermeiros e médicos que saíam de dentro do prédio eram chamados de “açougueiros”. Para evitar qualquer tumulto a Polícia Militar e a Guarda Municipal foram acionadas. Ainda na quinta-feira, o Dourados News noticiou que a família do rapaz reclamava de negligência por parte da unidade de saúde, leia aqui.
A tia do jovem, Elizangela Alves Gonçalves, contou que ele chegou bem ao hospital e teria dito que estaria bem para o aniversário do filho, que seria no dia seguinte. “Falaram para não o deixar dormir, mas não deixaram a mulher dele ficar do lado dele, daí ele dormiu e quando acordou perguntado pela mulher, caiu e bateu a cabeça”.
Segundo os familiares ele morreu de traumatismo craniano e hemorragia cerebral. “Ele fez a cirurgia, precisava ir para a UTI e ser intubado, mas como não tinha lugar foi para o corredor”, disse a tia.
A mãe, Inácia Rodrigues, relatou que quando foi visitar o filho na noite anterior ao registro do falecimento, o rapaz já estava morto, “quando entrei lá vi que ele já tinha morrido, mas colocaram um aparelho na boca dele para disfarçar. O médico ainda disse que ele poderia sobreviver, mas ficaria paraplégico. Nesse momento ele já estava morto, porém não queriam falar que ele morreu no corredor”.
O pai, Gilmar Expedito da Silva, disse que teve o pedido de encaminhamento para a UTI negado e só depois de procurar o Ministério Público e a imprensa é que conseguiu a vaga, “na hora eles arrumaram, mas daí o meu filho já estava morto, vou procurar o Ministério Público e um advogado, queremos justiça!”.
Relembre o caso
De acordo com a família do rapaz, o socorro no Hospital da Vida, para onde o jovem foi levado após sofrer um acidente de moto, foi inadequado. Cleber seguia de bicicleta pelo bairro Canaã I, onde morava, quando foi atingido por uma moto.
“Ele foi levado para o hospital, chegou lá era meio dia, e o médico só foi aparecer quando era umas 16h. Ele teve que fazer cirurgia, e não tinha leito depois para ele ficar, tivemos que ir no Ministério Público, e só assim arrumaram um leito rapidinho para ele. Quando cheguei no hospital, tinha umas oito pessoas esperando leito na UTI, tudo naquele corredor da morte”, acusou o pescador.
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