
Os douradenses entraram na campanha que ganhou força em todo o Estado para ajudar a um bebê com uma doença rara que precisa de uma doação de medula óssea.
Através de redes sociais, as pessoas convocam voluntários a se cadastrarem no banco nacional de doadores de medula, a fim de encontrar alguém que seja compatível com o menino de dois meses de idade, que permanece internado sob tratamento em um hospital de Campo Grande.
No município, a doação pode ser feita no Hemocentro Regional.
De acordo com o portal G1/MS, o menino Timóteo Aydos, está internado desde o dia 12 de março em Campo Grande para fazer quimioterapia. Ele sofre de linfo-histiocitose hemofagocítica, que segundo o médico oncologista Marcelo Santos de Souza, ouvido pelo portal, ocorre quando estruturas de defesa do organismo combatem as células do sangue, causando “um processo inflamatório exacerbado”.
A doença provoca febre, aumento do fígado, do baço e prejudica o funcionamento dos rins. Afeta principalmente criança de até sete anos e em 2/3 dos casos os sintomas aparecem nos três primeiros meses de vida.
Ainda de acordo com o portal, o pai de Timóteo, Diego Recena Aydos, passa pela situação pela segunda vez. O primeiro filho dele tinha o mesmo problema e morreu aos oito meses, há cinco anos. A esperança da família era que o irmão do menino, de três anos, ou algum outro parente pudessem doar, mas não houve compatibilidade. Foi então lançada uma ação nas redes sociais.
"O apelo que nós fazemos é para que [as pessoas] possam entrar nessa campanha, que não é particular para o Timóteo. É uma campanha em que a pessoa vai entrar no cadastro nacional, então, vai servir como doador para outras crianças, outras pessoas”, relata. “Se Deus quiser, nós vamos achar [um doador compatível] e conseguir fazer esse transplante".
Como ser um doador
De acordo com o Inca (Instituto Nacional de Câncer), a doação de medula óssea é um procedimento simples. Para ser doador é preciso ter entre 18 e 55 anos de idade e ter boa saúde.
Para se cadastrar, o candidato a doador deverá procurar o Hemocentro onde será agendada uma entrevista para esclarecer dúvidas a respeito das doações e, em seguida, será feita a coleta de uma amostra de sangue para realização de alguns testes.
Os dados do doador são inseridos no cadastro do Redome (Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea) e, sempre que surgir um novo paciente, a compatibilidade será verificada.
Comprovando a compatibilidade com algum receptor, este doador é chamado novamente para a realização de testes mais específicos que comprovarão a compatibilidade da medula.
Ainda de acordo com o Inca, o transplante de medula óssea é um procedimento seguro, realizado em ambiente cirúrgico, feito sob anestesia geral, e requer internação de, no mínimo, 24 horas.
Serviço
O Hemocentro de Dourados fica localizado na rua Valdomiro de Souza, nº 295, na Vila Industrial, próximo ao PAM (Pronto Atendimento Médico), em frente ao Sesi (Serviço Social da Indústria). Mais informações pelo telefone (67) 3434-0400 ou 3424-4192.
Mín. 17° Máx. 28°
