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El Niño deve ser o mais forte desde 1950 e durar até o outono de 2027

Fenômeno que altera o regime de chuva em grande parte do Brasil tem 81% de chances de ser classificado como “muito forte”

12/08/2026 às 12h20
Por: Redação Fonte: Canal Rural
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Foto: Pixabay
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Os efeitos do El Niño começaram a ser sentidos no Brasil no mês de julho e permanecem em agosto. A Climatempo alerta que o fenômeno já pode ser considerado de forte intensidade e deve aumentar ainda mais nos próximos meses, podendo ser o mais severo já observado desde 1950, há 76 anos.

A última atualização da situação do oceano Pacífico Equatorial divulgada pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), dos Estados Unidos, nessa segunda-feira (10), considerou que todos os critérios técnicos para a existência de El Niño continuam sendo observados.

A principal mudança que configura o fenômeno está na temperatura da água na porção central e leste do Oceano Pacífico Equatorial, ao largo da costa do Peru e do Equador.

Segundo a Climatempo, para que exista um El Niño, a anomlia média da temperatura da superfície da água do mar nessa região deve ficar pelo menos 0,5°C acima da média normal por pelo menos cinco meses consecutivos. Na última avaliação da NOAA, esta anomalia da temperatura da água do mar estava em 1,8°C positiva.

El Niño muito forte?

A ideia de um El Niño forte a muito forte continua ganhando força. As previsões indicam que o auge do fenômeno deve acontecer entre meados da primavera e o começo do verão 2026/2027.

 

De acordo com a NOAA, há 81% de chance de o El Niño ser muito forte. Além disso, a comunidade meteorológica mundial já considera que o evento climático deve ser de longa duração.

Com isso, a expectativa é de que os padrões do El Niño se mantenham no Oceano Pacífico Equatorial ao longo de todo o verão do Hemisfério Norte, o que significa que, no caso do Brasil, seus efeitos devem durar até pelo menos o começo do outono de 2027.

Vale lembrar que o El Niño costuma alterar os padrões de chuva e temperatura no Brasil, provocando excesso de precipitação e umidade no Sul, além de secas severas, ondas de calor e atraso no regime hídrico no Centro-Norte, Nordeste e Centro-Oeste, o que afeta diretamente a produtividade, o calendário de plantio e os preços dos alimentos.

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