
Uma idosa de 65 anos, encaminhada de Rio Brilhante em estado grave, teria permanecido por quase sete horas dentro de uma ambulância, aguardando atendimento e internação em Dourados.
De acordo com o boletim de ocorrência, a Ficha de Transporte Sanitário Intermunicipal de Paciente Crítico informa que, antes da transferência, a mulher apresentava havia pelo menos três horas dor epigástrica intensa, caracterizada por desconforto na parte superior do abdômen.
O quadro também estaria associado a náuseas, vômitos, palidez e troponina elevada, no valor de 5,35, indicador de possível lesão nas células do coração. O documento aponta ainda diagnóstico sugestivo de Infarto Agudo do Miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST.
A paciente também possui histórico de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) e de Acidente Vascular Cerebral (AVC) recente.
Diante da necessidade urgente de atendimento especializado em cardiologia, a idosa foi transferida do Hospital e Maternidade Associação Beneficente de Rio Brilhante para o Hospital Presbiteriano Mackenzie, em Dourados, referência nesse tipo de atendimento para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).
O encaminhamento teria ocorrido pelo sistema estadual de regulação, na modalidade Vaga Zero, utilizada em situações de emergência para garantir o recebimento de pacientes graves por unidades de referência.
Ainda segundo o boletim de ocorrência, o setor de regulação do hospital teria aceitado formalmente receber a paciente. Ela teria chegado à unidade por volta das 00h40, mas a internação teria sido recusada, mesmo com a autorização registrada na central responsável.
Conforme a denúncia, a idosa permaneceu dentro da ambulância por quase sete horas, sem atendimento, enquanto aguardava a internação.
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