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Moraes libera ação contra Eduardo Bolsonaro e pede inclusão em pauta de julgamento

Ex-deputado responde por acusação de coação e é apontado pela PGR como articulador de pressões contra autoridades brasileiras

03/06/2026 às 17h00
Por: Redação Fonte: Midia Max
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Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Bolsonaro. (Foto: Agência Senado)
Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Bolsonaro. (Foto: Agência Senado)

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), encaminhou nesta quarta-feira (3) ao presidente da Primeira Turma, ministro Flávio Dino, o pedido para que seja marcada a data do julgamento de Eduardo Bolsonaro. O ex-deputado federal responde a uma ação penal por suposta coação contra autoridades brasileiras durante o andamento dos processos relacionados à tentativa de golpe de Estado.

A decisão foi tomada após Moraes considerar o processo apto para análise pelo colegiado. O caso envolve acusações de que Eduardo Bolsonaro teria atuado a partir dos Estados Unidos para pressionar integrantes das instituições brasileiras responsáveis pela condução das investigações e dos julgamentos ligados aos atos antidemocráticos.

O julgamento ocorre após a PGR (Procuradoria-Geral da República) apresentar suas alegações finais e defender a condenação do ex-parlamentar. Para o procurador-geral da República, Paulo Gonet, Eduardo teria promovido uma série de ações destinadas a interferir nos procedimentos judiciais relacionados ao chamado “caso do golpe”.

Segundo a manifestação da PGR, as condutas atribuídas ao ex-deputado demonstrariam uma estratégia voltada a criar um ambiente de intimidação contra autoridades públicas, por meio de ameaças de repercussões internacionais e possíveis sanções externas ao Brasil, segundo o Metrópoles.

O órgão sustenta que o objetivo seria influenciar o andamento das ações penais e evitar decisões condenatórias por parte do Supremo Tribunal Federal. A acusação também argumenta que os atos investigados extrapolam os limites da liberdade de expressão e não podem ser considerados exercício legítimo de um direito constitucional.

Nas alegações finais, a PGR afirmou que, embora a liberdade de expressão seja um dos pilares do Estado Democrático de Direito, ela encontra limites quando entra em conflito com valores como a independência do Judiciário e a adequada administração da Justiça.

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